| As
relações entre cliente e terapeutas
Traduzido
de Maritha Pottenger
Umas
séries de pesquisas estudaram o impacto do aconselhamento. Parece
que o aconselhamento e a terapia ajudam em alguns casos e estorvam
(ou magoam) noutros casos. A maior parte da pesquisa dirigida com
a pergunta: "O que dá resultado?" Conduz a respostas que têm a ver
com as qualidades da personalidade de quem aconselha e o significado
da relação entre o conselheiro e o cliente.
As
seguintes qualidades - quando existentes nos conselheiros - contribuem
para resultados positivos:
1.
Empatia (capacidade para fazer mais de mil quilômetros com os "sapatos
de outro")
2.
Respeito (um olhar positivo quanto aos sentimentos do cliente, experiências
e potencial; comunicação de calor e compreensão humana).
3.
Genuinidade (estar em concordância em todos os níveis - verbal,
não verbal, etc.)
4.
Ser concreto (capacidade para ir ao centro da questão)
5.
Confrontação (chamar a atenção do cliente para discrepâncias, por
exemplo, entre o discurso e a ação. Os terapeutas conceituados confrontam
mais os clientes com as suas forças do que com as fraquezas)
6.
Partilha (capacidade para partilhar apropriadamente sentimentos
pessoais)
7.
Relação imediata (estar aqui e agora com o cliente)
8.
Capacidade para estabelecer objetivos mútuos com o cliente.
Fatores
curativos de Irvin Yalom (baseados em terapia de grupo):
1.
Transmissão de informação (sugestões, conselhos)
2.
Autocompreensão
3.
Identificação com os outros (incluindo o terapeuta)
4.
Fomentar a esperança
5.
Universalidade ("Outras pessoas passaram por isto. Não estou sozinho
(a)...")
6.
Reação Familiar (refazer este período)
7.
Altruísmo
8.
Aprendizagem interpessoal: entrada (como os outros nos percebem)
9.
Aprendizagem interpessoal: saída (melhoramento das capacidades de
integração com os outros)
10.
Catarse
11.
Fatores Existenciais (acentuar a responsabilidade pessoal)
12.
Coesividade de Grupo (não é um fator no aconselhamento individual).
Ajudar
os clientes a tornarem as "responsabilidades" em verdades é um dos
papéis mais efetivos do conselheiro.
Questões
Éticas (Direitos dos Clientes)
Estar
informado a propósito de:
1.
as qualificações do terapeuta.
2.
os horários, preços, e aos métodos de pagamento.
3.
medidas (política) no que diz respeito a consultas não realizadas,
etc.
4.
quais os limites à confidencialidade
5.
áreas de especialização e/ou limitação
6.
o código de ética que é seguido e os recursos/pessoas disponíveis
a quem recorrer
7.
a acessibilidade (disponibilidade) do terapeuta para perguntas,
segundas opiniões, continuação da discussão.
8.
direitos do cliente em relação a anotações, gravação dos registros,
etc.
Efeitos
Negativos
1.
Treino e/ou preparação inadequada
2.
Desconforto ou falta de capacidade para lidar com pessoas
3.
Tentar fazer demais numa sessão (Estabeleça claramente limites de
tempo!)
4.
Tentar ser demasiado poderoso ou demasiado prestável.
5.
Estabelecer metas irrealistas para os clientes
6.
Não discutir metas com os clientes.
7.
Não alcançar acordo mútuo no que diz respeito aos objetivos com
o cliente.
8.
Esperar que os clientes alcancem metas depressa demais.
9.
Um foco demasiado interno (dinâmicas de personalidade do cliente)
10.
Um foco demasiado externo (circunstâncias externas)
11.
Rigidez
12.
Consultas excessivamente intensas
13.
Demasiada comunicação
14.
Pouca comunicação
15.
Contra-transferência (não lidar com os seus próprios conflitos -
projetando os seus temas nos clientes)
16.
Falhar no manter de uma distância apropriada, especialmente no que
diz respeito a qualquer envolvimento sexual com os clientes.
17.
Traços de personalidade que indicam incapacidade de ajudar, tais
como frieza, tendência para abusar das pessoas, 'voyeurismo', pessimismo,
ser autocentrado, obsessividade, hostilidade, e falta de auto-análise.
Processo
de Aconselhamento
A. Estabelecer
comunicação.
1.
Palco: escritório, casa, cartões de visita, etc.
2.
"Espelhando" (respiração, postura, etc.) para ajudar a estabelecer
empatia.
3.
Contacto Visual
4.
Comunicação não verbal
5.
Comunicação em canais semelhantes (i.e., visual, auditiva, quinestético)
6.
Manter-se consciente do potencial de transferência, projeção, etc.
B. Gerar
Hipóteses
1.
Procurar opções múltiplas
2.
Lembrar-se de possibilidades positivas e negativas
3.
Ir da pessoa para o mapa e do mapa para a pessoa
4.
Verificar hipóteses com o cliente (obter feedback)
C. Mudar
paradigmas
1.
Transformar compreensões "negativas" em positivas.
2.
Recorrer ao humor quando for apropriado.
3.
Técnicas de "reformulação" através da NLP.
4.
Fornecer histórias e metáforas que induzam à transformação.
5.
Fornecer um papel modelo.
6.
Conceito de sub-personalidades da Psicossíntese: escolher o apropriado
em diferentes períodos e lugares da vida.
O aconselhamento
eficaz ocorre quando tanto o cliente como o terapeuta expandem as
suas perspectivas do mundo.
Por
Flávio Pedro dos S. Pita
Terapeuta Holístico (CRT nº 35906)
GMI 1958 2/04 (AHHA) - RMT, IARP
www.nisthai.com
/ f.pedro@nisthai.com
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