|
(Continuação)
Extrato do texto "A Cabala e o Taro" OS ARCANOS MENORES
OS ARCANOS MAIORES Quanto as figuras eis um último dístico para explicá-las: REI, DAMA, CAVALEIRO, VALETE Espôso, môço, criança, tôda
humanidade, Eliphas Levi continua... "Daremos no final do Ritual, outros detalhes, e documentos completos sôbre o maravilhoso livro do Taro, e demonstraremos que é o livro primitivo, a chave de todas as profecias e de todos os dogmas; numa palavra, o livro dos livros inspirados, o que não pressentiram Court de Gebelin na sua ciência, nem Alliette ou Eteilla, nas suas singulares intuições..." As dez Sphiroth e os vinte e dois taros formam o que os cabalistas chamam os trinta e dois caminhos da ciência absoluta... G.O. Mebes, é mais preciso quanto a analogia
entre o Ocultismo e o Taro no caminho da evolução ou
do Hermetismo Ético. AS COMBINAÇÕES DE INFLUÊNCIAS DAS CARTAS DO TARO Para cada um dos quatro Naipes temos quatro figuras que simbolizam pessoas ativas que transmitem a idéia de cada um e cartas com valores desde o um, o ás, até o dez. Estas dez cartas correspondem as dez Sephiroth da influência de cada naipe. As quatro figuras são: REI - IOD Cada uma destas figuras atua no campo das dez Sephiroth
do seu naipe, o que resulta em 40 combinações de influências
para cada naipe e 160 para todo o Taro. Segundo a analogia do Taro com a Cabala, Alquimia e Magia, temos: PAUS - REI - IOD - FOGO - ELFOS e SALAMANDRAS Quanto as côres de cada naipe, a cor Prêta
(elemento Rajástico na tradição Oriental) simboliza
as qualidades ativas, força de vontade, energia, iniciativa,
movimento e ação. ANÁLISE DOS QUATRO NAIPES COMO CAMINHOS DE INICIAÇÃO Todo o sistema do Arcanos: Menores e Maiores está estreitamente ligado à Cabala, como já citamos anteriormente. Em particular com a Árvore da Vida ou Sistema Sefirótico e com o Tetragramaton IOD HE VAU HE. Pode-se dizer que o sistema dos Arcanos e sua divisão
em Quatro Naipes é correspondente ao Sistema Sefirótico
e seus Quatro Mundos e ao Tetragramaton, por onde passa tudo que existe. Os quatro Naipes também representam os quatro
principais estágios do desenvolvimento humano: O progresso Iniciático de Ouros até
Paus segue o sentido inverso do Tetragramaton, começando no
segundo He e ascendendo até o IOD inicial. isto é lógico
pois não se trata da lei da Criação (processo
diabático ou de descida), mas sim do caminho da Reintegração
(processo anabático ou de subida). Ambos os processos são possíveis, tanto
no sistema inteiro dos quatro Naipes, como dentro dos limites de cada
um. Segundo cada caso e aspectos particulares da individualidade humana,
esta ou aquela direção é mais indicada. As figuras de um Naipe, dentro dos limites deste Naipe,
representam os quatro níveis iniciáticos nos quais se
pode desenrolar a experiência do Naipe. ANÁLISE DAS 16 FIGURAS DOS ARCANOS MENORES Na figura abaixo mostramos as Quatro Figuras dos Quatro
Naipes, destacando-se sua relação com o Tetragramaton
IOD-HE-VAU-HE.
PAUS REI = PAI - É o chefe hierárquico e
ponto de partida da autoridade ou COPAS DAMA = Figura Principal do Naipe de COPAS, representa
o Princípio de Atração. ESPADAS CAVALEIRO = Carta principal do Naipe é o Agente
que ativamente transmite a Vida. OUROS VALETE = Carta principal de Ouros é o Servidor
dos Filhos ou o Trabalhador Braçal. Conforme descrito cada uma das Cartas principais de cada Naipe, juntamente com as outras cartas deste Naipe, representam a "essência pura" do Naipe. ANÁLISE DAS CARTAS DE VALORES NUMÉRICOS NOS QUATRO NAIPES As cartas numéricas dos Arcanos Menores, correspondem
a Árvore da Vida. Em seguida mostra-se correspondencia entre cada uma das Cartas e as Sephiras da Árvore da Vida. CAMIHO descendente / CAMIHO ascendente / CARTA 1. KETHER MALCHUT ÁS 2 - OS ARCANOS MAIORES Os trabalhos mais completos sobre o Taro, dentre os quais os já citados livros de Gregory Ossipowitch Mebes, descrevem para cada um dos arcanos maiores:
A descrição seguinte considera os seguintes elementos:
Elementos para outro trabalho sôbre os Arcanos Maiores:
ARCANO / LETRA / TITULOS / PLANETA / SIGNO
DECOMPOSIÇÃO TEOSÓFICA DOS ARCANOS MAIORES No ciclo Iod-He-Vau-He, o segundo He é sempre transformado num outro Iod. Este Iod, procura ou forma para sí um novo He, que lhe convém, e o fecunda. Daí nasce um novo Vau, que conduz a um outro ciclo... Iod-He-Vau-Iod-He-Vau-Iod-He-Vau...
A "redução teosófica", utilizada na Cabala, para diversas análises, e a que utilizaremos na decomposição numérica dos Arcanos Maiores, baseia-se no módulo 9. 58: 5 + 8 = 13; 1 + 3 = 4 Ela mostra que todos o números podem ser "reduzidos" a um único algarismo, através da prova dos 9. A "adição teosófica" por outro lado, consiste em somar todos os números até o número dado.Por exemplo: 4 = 1 + 2 + 3 + 4 = 10 1 2 3 senão vejamos: 1 = 1 Em seguida mostramos algumas decomposições teosóficas dos valores numéricos dos Arcanos Maiores (segundo Mebes), realizando uma veradeira "análise numérica" do Taro. G.O. Mebes, utiliza esta decomposição do Taro, em seu livro "Os Arcanos Maiores do Taro" não só na análise do próprio Taro, mas também relacionando cada um deles e sua análise numérica, a um aspecto da Magia, da Cabala, um pouco da Astronomia, um pouco da Alquimia, em uma visão geral e histórica do Ocultismo, de forma gradual e magistral, conforme tentamos resumir a seguir. Na realidade este livro foi composto por seus alunos, baseados em notas de um curso dado pelo Mestre. No final do século passado e início deste século, na Rússia. ARCANO I - A Unidade - O Homem Triplanar - O Mago O Arcano I corresponde a Mônada, contém
o início e o fim. ARCANO II - A Polarização Astral - O Binário - A Substância Divina O Arcano II expressa o binário. O binário simboliza a polarização Astral. ARCANO III - A Triplicidade Metafísica - O Plano do Arquétipo O Arcano III expressa a harmonização
ou neutralização do binário do Arcano II. assim: 3 = 1+2 -> A Unidade é produto do Binário. ARCANO IV - O Porder - A Autoridade - A Forma - Os Elementos O quaternário simboliza o esquema geral do processo
dinâmico do Universo. ARCANO V - O Homem Pentagramático 5 = 1+4 -> O mundo dos elementos (4) e (1) o Princípio Superior. 1+4 => simboliza o homem dominando os elementos. 5 = 4+1 -> Invertendo a relação anterior 4+1 => Simboliza o homem dominado pelos quatro elementos, ou seja o homem impulsivo cujas manifestações dependem das influências externas. 5 = 3+2 -> Simboliza a manifestação nos dois planos superiores, de alguma entidade, cujo conhecimento metafísico (3) rege o mecanismo Astral (2). 5 = 2+3 -> A decomposição oposta simboliza o encobrimento do conhecimento metafísico, ou verdade absoluta, por um clichê Astral. ARCANO VI - O Hexagrama de Salomão - Os dois Caminhos - A Lei da Analogia 6 = 4+2 -> Os elementos sutilizam-se no astral e 6 = 2+4 -> no caminho inverso, um clichê astral materializa-se nos elementos. Estes ciclos simbolizam o Bem e o Mal, o verdadeiro e o falso, o ativo e o passivo, e assim por diante. 6 = 3+3 -> O hexagrama ou selo de Salamão, é composto por dois triângulos um evolutivo e outro involutivo. 6 = 5+1 -> Vida + Vontade. A influência da Vida, modula o indivíduo que no futuro expressará sua Vontade. 6 = 1+5 -> A Vontade do 1 é capaz de criar a vida em todos os planos... ARCANO VII - O Vencedor - A Vitória 7 = 3+4 -> "Spiritus dominat formam". O espírito (3), ou conhecimento metafísico, domina a forma (4) síntese dos quatro elementos. 7 = 4+3 -> A decomposição inversa representa a forma dominando o espírito, ou o obscurantismo, ou ainda os artifícios da Magia Negra. 7 = 5+2 -> O domínio dos princípios pentagramáticos (5) sobre a Natureza Naturata (2), ou seja sobre a criação da natureza. Este princípio expressa a lei da propriedade ou "jus proprietatis". 7 = 1+6 -> Vontade + Provação (Bifurcatio ou a escolha entre dois caminhos), nos leva à Vitória. 7 = 6+1 -> Expressa o contrário da provação e significa a derrota. 7 = 3+1+3 -> A Vontade (1) do Homem, oscila entre dois triângulos o do Arquétipo e o da Natureza. 7 = 2+3+2 -> O ternário central, Mundo das Emanações ou plano Arquetípico rege os dois binários do Homem e da Natureza. ARCANO VIII - A Grande Balança - O Equilíbrio 8 = 1+7 -> As manifestações conscientes e a aplicação dos princípios andróginos equilibrados (1) na Vitória (7). 8 = 7+1 -> Predomínio da vitória pessoal sôbre a manifestação da vontade = inércia consciente e voluntária do vencedor. 8 = 2+6 -> A gnose (2) mais a lei de reação do mundo (6). 8= 6+2 -> A gnose (2) fica subordinada a escolha do caminho (6). 8 = 3+5 -> A metafísica (o mundo elevado dos ternários) domina o campo dos impulsos da vontade pessoal (5). 8 = 5+3 -> Adaptar a metafísica aos seus impulsos pessoais. 8 = 4+4 -> A forma contrapõe-se a forma, a adaptação contrapõe-se a adaptação = fórmula geral do karma. ARCANO IX - A Iniciação 9 = 1+8 -> A unidade equilibrada (1) procura manifestar-se conforme a Lei (8) = Iniciação. 9= 8+1 -> A legalidade (8) pesa sôbre uma unidade equilibrada e a limita. 9 = 2+7 -> A soma da gnose (2) ou da ciência e do Vencedor (7). 9 = 7+2 -> O Vencedor (7) não quer se expor ao perigo desta ciência (2). 9 = 3+6 -> A metafísica (3) determina a escolha do caminho (6). 9 = 6+3 -> A escolha do caminho (6) leva a uma metafísica. 9 = 4+5 -> Elevar-se do plano dos elementos (4) ao plano astral (5). 9 = 5+4 -> A vontade pessoal (5) possui a primazia sobre os elementos. 9 = 3+3+3 -> Três ciclos com três divisões em cada um deles ou três gráus = Físico, Astral e Mental. 9 = 3+2+4 -> A Iniciação (9) conduz ao Grande Aracano, ou seja: sua parte mental (3), astral (2) e elementar (4). ARCANO X - A Cabala - O Moinho do Mundo 10 = 1 + 9 -> O Único não se manifesta por sí, mas por 9 atributos. 10 = 9 + 1 -> Estes 9 atributos são sintetizados em uma décima manifestação. Estas são as chaves da Cabala. Os caminhos de decaimento e reintegração na Árvore da Vida. 10 = 2 + 8 -> A Gnose (2) influencia o lado Legal (8) da Cabala. 10 = 8 + 2 -> A Legalidade (8) ou o meio ambiente influi sobre as formas e sobre a essência. 10 = 7 + 3 -> Divisa das Escolas Mágicas, que recomendam conhecer primeiro a esfera das atividades das Causas Secundárias (7) como base para as Causas Primárias (3). 10 = 3 + 7 -> Divisa das Escolas Teosóficas que procuram em primeiro lugar o desenvolvimento da intuição mental das Causas Primárias (3) para que isso induza as Causas Secundárias (7). 10 = 4 + 6 -> As 4 Sephiroth da coluna central têm primazia sobre as 6 laterais. 10 = 6 + 4 -> Na Cabala, o Hexagrama de Salomão (6) é superior à Rota Elementar (4). 10 = 5 + 5 -> 5 oposto a 5 expressa um relacionamento
entre as duas partes de uma totalidade. ARCANO XI - A Força - As Correntes Egregóricas 11 = 1 + 10 -> A Mônada (1) rege um sistema fechado (10) <=> A Vontade rege uma Corrente composta por elos individuais. 11 = 10 + 1 -> Uma coletividade de Indivíduos manifesta-se como uma Unidade (Egrégora). 11 = 2 + 9 e 9 + 2 -> A incapacidade humana de neutralizar os binários (2) leva os Iniciados (9) a trabalhar e manifestar sua força (11). A força (11) dos Iniciados (9) consiste na utilização, para as suas finalidades, da capacidade alheia de neutralizar os binários. 11 = 3 + 8 e 8 + 3 -> A força (11) consiste
em ser produtivo (3) dentro da Lei estabelecida (8). 11 = 4 + 7 e 11 = 7 + 4 -> A dependência dos
elementos (4) faz surgir no homem a ação das causas
secundárias (7) tornando-o forte (11). 11 = 5 + 6 e 6 + 5 -> Fórmula de uma cerimônia
Mágica: o microcosmo (5) atua no macrocosmo (6). Fórmula
comum da Adivinhação Astral: o macrocosmo (6) informa
o microcosmo (5). ARCANO XII - O Sacrifício - O Messias - O Zodíaco 12 = 11 + 1 -> A Unidade (1) depois da Criação (11) indica seu sacrifício perante esta, significa que a Corrente, assimilou temporáriamente o Um. O aparecimento do Messias expressa o sacrifício do Arquétipo em prol da Humanidade. 12 =2 + 10 -> O Conhecimento (2) prevalesce sobre
o sistema do Moinho Universal (10). 12 = 10 + 2 -> Não ! dizem outros, a ciência é inimiga da humanidade, o Moinho Universal é seu melhor amigo. Não lutemos contra o poderoso fluxo astral do planeta inteiro, vivamos a vida aceitando os caminhos da natureza, sem nunca tentar modificá-la... Abaixo os ideais civilizadores. 12 = 3 + 9 -> O desenvolvimento metafísico (3), determina a Iniciação (9) e a aplicação dos elementos iniciáticos à vida. 12 = 9 + 3 -> É melhor, dizem outros, que a tradição estabelecida da transmissão em cadeia (9) do ensinamento com o tempo chegue ao elemento metafísico criador (3). 12 = 4 + 8 -> A Autoridade (4) cria as leis (8) -> hierarquia. 12 = 8 + 4 -> Ao contrário, aqui predomina a Lei (8) sobre as autoridades individuais (4). 12 = 5 + 7 -> O trabalho interno da personalidade (5) (pentagramático) leva a vitória do sútil sobre o denso (7). Todavia, o (7) - vitória imediata do sútil sobre o denso sacrifica-se ao processo de formação do princípio pentagramático (5). 12 = 7 + 5 -> Não ! dizem outros, a vitória do espírito sobre a forma (7), em Netzach, deve ser o ponto de partida para a formação do pentagrama (5). 12 = 6 + 6 -> Síntese das polêmicas desesperadas de todas as decomposições precedentes, cujos aspectos negativos são tão bem narrados por Stanilas de Guaita em seu "La Clef de la Magie Noire", capítulo V. Os demais desdobramentos do Arcano XII revelam o Plano Zodiacal ou Plano do Sacrifício. O sacrifício é expresso no simbolismo hermético, fase final da Grande Obra, como um Triângulo descendente, oprimido pela Cruz do Quaternário. Este é o símbolo da "Estrêla condutora de todas as Encarnações do princípio Logóico". 12 = 4 + 4 + 4 -> um ternário de quaternários... 12 = 3 + 3 + 3 + 3 -> um quaternário de ternários... 12 = 2 + 2 + 2 + 2 + 2 + 2 -> sei binários formando o duodenário polarizado. ARCANO XIII - A Inevitabilidade da Morte - Os Princípios Superiores - As Transformações 13 = 1 + 12 -> Um ser de três planos (1) e a necessidade do sacrifício no plano físico (12), levam à idéia da morte (13). 13 = 12 + 1 -> A vida zodiacal (12) causa a morte do terceiro plano da entidade triplânica (1) 13 = 2 + 11 -> A polaridade do bem e do mal (2) utilizando-se da força (11) pode causar a morte (morte violenta). 13 = 11 + 2 -> A força (11), plenamente realizada, deve escolher um dos polos - fórmula de Kadosh -> Se possues a força, sê quente ou frio. 13 = 3 + 10 -> O conhecimento da metafísica hermética (3) unido à compreensão das finalidades superiores do Moinho do Mundo (10) conduz a completa reconciliação com a idéia de morte (morte natural evolutiva). 13 = 10 + 3 -> Outra fórmula da morte natural -> A Roda da Esfinge (10) girou, e este movimento (3) criou um novo estado (13). 13 = 4 + 9 -> O Poder da Autoridade (4) na Iniciação (9) é devido ao conhecimento dos mistérios da morte (13). 13 = 9 + 4 -> Galgar os gráus da Iniciação (9) destitui de valor a autoridade (9) de carácter terrestre, pois esta é impermanente (13). 13 = 5 + 8 -> O Pentagrama (5) que domina sa Leis (8) deve mudar de plano (13) 13 = 8 + 5 -> A prioridade para a legalidade (8) oprime o pentagrama (5), privando-o do ponto de apoio (13). em seguida Mebes descreve suscintamente as decomposições do Arcano XIII correspondentes aos diversos tipos de morte: 13 = 1+ 12 -> sacrifício voluntário
da vida por um ideal ARCANO XIV - A Dedução - A Harmonia Hermética - A Reversibilidade 14 = 1 + 13 -> Hermes Trismegisto (1) possuidor
do princípio da Imortalidade (13) apresenta um grandioso quadro
geral da Dedução (14) 14 = 2 + 12 -> A polaridade (2) no ser humano, e as leis de misericórdia para com seus semelhantes (12) são as chaves para a harmonia hermética - Hessed e Gvurah dão nascimento a Tifereth... 14 = 3 + 11 -> A criatividade (3) e a força das Egrégoras (11) trasnmitem a harmonia (14) aos órgãos sagrados do Protoplasma. 14 = 4 + 10 -> A capacidade intuitiva de quem representa a autoridade (4) e a iniciação à Cabala (10) abrem caminho para a harmonia hermética. 14 = 5 + 9 -> A formação do Pentagrama (5) e sua iniciação (9) levam à harmonia hermética. 14 = 6 + 8 -> O livre arbítrio (6) unido ao respeito à lei (8) conduzem à harmonia hermética. 14 = 7 + 7 -> A harmonia hermética (14) é obtida equilibrando-se a vitória da atividade (7) com a vitória da intuição (7). A reversibilidade (14) são duas fases do mesmo ciclo (7). ARCANO XV - Baphomet - A Lógica 15 = 1 + 14 -> A Essência Divina (1) que rege a dedução lógia (14), do homem triplanar (1) que harmoniza seu astrosoma (14). 15 = 14 + 1 -> A dedução lógica é limitada por influências que abafam no ser humano a Essência Divina (1) -> fórmula do ateísmo. 15 = 2 + 13 -> Conhecer o mistério da Substância Divina (2) e uní-lo ao mistério da imortalidade. 15 = 3 + 12 = 12 + 3 -> Compreender os versos esmeraldinos que afirmam que o Baphomet (15) desce do céu metafísico (3) à terra zodiacalmente materializada (12) 15 = 4 + 11 = 11 + 4 -> A união da Forma (4) e da invencível Força (11) abrange tudo que criamos no campo do útil e do racional (15). 15 = 5 + 10 = 10 + 5 -> A formação do Pentagrama (5) e o conhecimento da Cabala (10) revelam o mistério de Baphomet (15) - Princípio das operações mágicas, que implica necessáriamente na participação ativa do operador. 15 = 6 + 9 = 9 + 6 -> O livre arbítrio (6) e a inicação tradicional (9) condicionam o controle de nossas paixões e a utilização das paixões dos outros (15). 15 = 7 + 8 = 8 + 7 -> A compreensão dos direitos de propriedade (7) e da lei da retribuição (8) permitem explorar as paixões alheias (15) ou a vitória (7) sobre sí mesmo e o conhecimento das leis do equilíbrio (8) garantem a lógica do pensamento (15). ARCANO XVI - O Constrangimento Astral - A Magia Cerimonial 16 = 1 + 15 = 15 + 1 -> O indivíduo (1) aplica o Arcano XV (Baphomet) e este, por sua vêz, transfere uma ação a um outro indivíduo. O Arcano XVI só pode entrar em ação quando existem ambos, o Operador e o Paciente. 16 = 2 + 14 = 14 + 2 -> A substância metafísica (2) e a dedução (14) determinam a eliminação lógica (16). A polaridade da natureza humana (2) e a aspiração de harmonizá-la (14) levam ao constrangimento astral (16). 16 = 3 + 13 = 13 + 3 -> A poderosa criatividade (3) do mundo metafísico e a permanência (13) dos valores do mesmo, justificam a tese da eliminação (16). Entre o nascimento (3) e a morte (13) utilizamos nossa existência física para provocar constrangimentos astrais. 16 = 4 + 12 = 12 + 4 -> A autoridade (4) e a misericórdia (12) estímulam à Magia Cerimonial. 16 = 5 + 11 = 11 + 5 -> O pentagrama (5) apoiando-se na egrégoras das correntes (11) realiza as operações mágicas (16). 16 = 6 + 10 = 10 + 6 -> O livre arbítrio (6) e o conhecimento da Cabala (10) bastam para determinar o conjunto de teses. As leis da Vida, de determinado ambiente (6) e a implacabilidade do Moinho do Mundo (10) levam às destruições físicas inevitáveis. 16 = 7 + 9 = 9 + 7 -> Se formos vencedores (7) na Prova dos Dois Caminhos e alcançarmos a Iniciação (9) nos será dado o poder dos constrangimentos astrais (Magia Cerimonial). 16 = 8 + 8 -> O confronto entre teses (8) e (8) ou um karma contraposto a outro karma, levam a aplicação do Arcano XVI no campo do Ternário Teosófico. ARCANO XVII - A Esperança - A Intuição 17 = 1 + 16 -> A Essência Divina (1) e a exclusão lógica do Mal (16) para o nascimento do Bem, trazem a Esperança (17) no campo metafísico. O homem triplanar (1) que sabe excluir as formas astrais (16) desnecessárias e examinar as que lhe interessam, desenvolve a intuição. 17 = 16 + 1 -> Os procedimentos do constrangimento astral (16) aplicados a um ser humano (1), podem obrigá-lo a não enganar a nossa intuição (17) e dizer sempre a verdade, quando evocarmos seu astrossoma. 17 = 2 + 15 = 15 + 2 -> A substância metafísica (2) e a lógica pura (15) resultam na esperança (17) do triunfo do sutil, demonstrando o poder penetrante da dedução. 17 = 3 + 14 = 14 + 3 -> A compreensão do Arquétipo (3) e a capacidade dedutiva (14) estabelecem a esperança (17) 17 = 5 + 12 = 12 + 5 -> A ciência do bem e do mal (5) e a espera do Messias (12) equivalem a esperança (17) 17 = 6 + 11 = 11 + 6 -> A Lei da Analogia (6) e a convicção das forças Superiores (11) levam à esperança (17) 17 = 7 + 10 = 10 + 7 -> A vitória do espírito sobre a forma (7) e a aceitação do Testamento (10) levam à esperança (17) 17 = 8 + 9 = 9 + 8 -> Quem souber da grande Balança da Justiça (8) e ao mesmo tempo tiver fé na Proteção Superior (9) terá esperança, intuição e saberá ler a natureza. ARCANO XVIII - O Enfeitiçamento - A Ordem Hierárquica - Inimigos Ocultos 18 = 1 + 17 = 17 + 1 -> O mago (1) que possui intuição (17) pode ver as ameaças ocultas (18). 18 = 2 + 16 = 16 + 2 -> O princípio da polarização (2) e a possibilidade de constrangimento astral (16) revelam o mistério do enfeitiçamento (18). 18 = 3 + 15 = 15 + 3 -> Os mistérios do nascimento (3) e os recursos do elemento Nahash (15) são componentes do processo de enfeitiçamento (18). 18 = 4 + 12 = 12 + 4 -> Os processos da formação (4) e da dedução (14) determinam a constituição da hierarquia (18). 18 = 5 + 13 = 13 + 5 -> O conhecimento do Bem e do Mal (5) e a permanência dos Princípios Superiores (13) estabelecem a Hierarquia (18). 18 = 6 + 12 = 12 + 6 -> A liberdade (6) maior que a misericórdia (12) levam ao enfeitiçamento (18). 18 = 7 + 11 = 11 + 7 -> A essência da Hierarquia (18) é que o sutil rege o denso (7) e possui o poder (11) de permeá-lo. 18 = 8 + 10 = 10 + 8 -> A Balança do Mundo (8) e o Grande Testamento (10) são a chave da Hierarquia. 18 = 9 + 9 -> A graduação hierárquica (18) é a consequ6encia do encontro de dois protetores (9) + (9) ARCANO XIX - A Verdade - A Virtude - O Alquimista 19 = 1 + 18 = 18 + 1 -> O Uno (1) e os mistérios da Hierarquia (18) levam à Verdade Criadora (19). O Mago (1) conhecendo os mistérios do Enfeitiçamento (18) protege-se contra inimigos, cultivando em sí a Verdadeira Virtude. 19 = 2 + 17 = 17 + 2 -> A polaridade da natureza Humana (2) e a Intuição (17) criam a Virtude. 19 = 3 + 16 = 16 + 3 -> A triplicidade da natureza metafísica (3) e o método da exclusão lógica (16) levam à Virtude. A compreensão do mistério do nascimento (3) e do mistério do constrangimento astral (16) levam às Verdades Frutíferas. 19 = 4 + 15 = 15 + 4 -> A Autoridade (4) e o conhecimento do Baphomet (15), fazem triunfar a Virtude. 19 = 5 + 14 = 14 + 5 -> O Pentagrama (5) que realizou a Harmonia (14) em sí mesmo, torna-se Virtuoso (19). 19 = 6 + 13 = 13 + 6 -> O conhecimento do Ambiente (6) e das transformações energéticas (13) mostram a chave da Alquimia (19). 19 = 7 + 12 = 12 + 7 -> Se vencermos a nós mesmos (7) pela severidade, e formos misericordiosos (12) com os outros, então seremos Virtuosos (19). 19 = 8 + 11 = 11 + 8 -> Se dirigirmos a força (11) para o equilíbrio (8) então seremos virtuosos (19). 19 = 9 + 10 = 10 + 9 -> Um Iniciado (9), Cabalista (10) é, sem dúvida, Virtuoso (19). ARCANO XX - Atração para o Alto - Transformação Astral 20 = 1 + 19 = 19 + 1 -> A essência metafísica (1) e a verdade (19) impulsionam para cima. 20 = 2 + 18 = 18 + 2 -> O mistério da polaridade (2) e a existência de inimigos no astral (18) obrigam-nos a nos defender por meio da transformação (20) 20 = 3 + 17 = 17 + 3 -> A compreensão do Grande Ternário da Natureza Divina (3) e a Esperança (17) explicam a atração para o Alto. 20 = 4 + 16 = 16 + 4 -> O poder sobre sí mesmo (4) e o mecanismo de auto-sugestão (16) determinam a Transformação Astral (20). 20 = 5 + 15 = 15 + 5 -> O Pentagrama (5) que domina os mistérios do Baphomet (15) trasnforma o Astrossoma. 20 = 6 + 14 = 14 + 6 -> A consciência do livre arbítrio (6) e a harmonia interna (14) provam a transformação astral (20). 20 = 7 + 13 = 13 + 7 -> A Vitória (7) sobre sí mesmo no fim da encarnação (13) garante o aperfeiçoamento do astrossoma (20). 20 = 8 + 12 = 12 + 8 -> A justiça (8) e a misericórdia ou a fé no Messias (12) promovem a atração para o alto (20). 20 = 9 + 11 = 11 + 9 -> A força (11) e a Iniciação (9) determinam a atração para o Alto (20) 20 = 10 + 10 -> A Cabala (10) interna e rigorosa, em resposta à Cabala (10), externa, transforma o astrossoma (20). ARCANO XXI - Ausência de Lógica - Shin a Encarnação - O Mistério 21 = 1 + 20 -> O elemento equilibrado (1) no caminho da atração para o Alto, não mais se importa com a lógica humana normal (21). 21 = 20 + 1 -> O processo do renascimento (20) interfere na situação da personalidade (1). 21 = 2 + 19 -> O mistério Shin (21) baseia-se no conhecimento da Lei dos Opostos ou da Analogia (2) e do mistério da Obra Magna (19). 21 = 3 + 18 -> O conhecimento do mistério Shin (21) exige uma cultura metafísica completa (3), o conhecimento do poder absoluto da Hierarquia, do poder das forças ocultas e de suas possibilidades de atuação adversa no plano físico (18). 21 = 4 + 17 -> Para dominar o Arcano Shin (21) é preciso um estudo profundo, tanto das manifestações físicas e químicas (4) como das influências astrais na Natureza (17) 21 = 17 + 4 -> A Esperança (17) e o Poder (4) nos levam ao conhecimento do Mistério final do processo Iniciático (21). 21 = 5 + 16 -> Ao aplicar o Arcano Shin (21), deve-se estar conscio do poder incomensurável da liberdade humana expresso por sua própria vontade (5) e de que esta liberdade pode causar a queda e a desagregação como consequ6encia inevitável da materialização (16). 21 = 6 + 15 -> Por toda parte há duas sendas (6) e em toda parte poderemos nos tornar senhores ou escravos do poderoso Baphomet (15). 21 = 7 + 14 -> Ao tornarmo-nos vencedores (7) é preciso moderar e harmonizar (14) as manifestações de nossa força. 21 = 8 + 13 -> Se trabalharmos no plano da Legalidade Estabelecida (8) devemos saber que preparamos a mudança do plano de existência (13), ou seja nosso trabalho deve nos preparar para a morte no plano físico e nascimento para a vida astral. 21 = 9 + 12 -> Quem quizer dominar o grande mistério místico do Shin (21) deve iniciar-se (9) e estar pronto para o sacrifício (12). 21 = 10 + 11 -> Aquele que domina o mistério do Shin (21) apoia-se por uma lado no funcionamento automático do Moinho do Mundo (10) e por outro nos recursos das poderosas correntes egregóricas (11). 21 = 11 + 10 -> Para dominar o mistério Shin (21) devemos possuir a Força (11) e praticar a Cabala (10). ARCANO XXII - Harmonia - O Grande Arcano - 22 = 1 + 21 -> O Aleph (1) completo e harmonioso, domina o mistério Shin (21), simbolizando para humanidade, através da manifestação astral do Arcano, que esta já realizou a Grande Obra. 22 = 21 + 1 -> O Aleph (1), submete-se à
exploração pelo Arcano Shin (21). Acaso seria aconselhável
que um ocultista se engarregar voluntárimente do fardo das
superstições e não utilizar o bastão da
prudência, fechando os olhos ? Ou, de outro ângulo, deve-se
carregar o fardo da humilhação deixando de usar o bastão
do poder ? 22 = 2 + 20 -> A ciência (2) e o conhecimento exato do valor da regeneração (20) possibilitam o domínio do Grande Arcano (22). 22 = 3 + 19 -> A produtividade (3) rege a Obra Magna (19). 22 = 4 + 18 -> A autoridade (4) conjugada com o poder oculto (18) é o esquema geral da Magia Branca. 22 = 5 + 17 -> O autoconhecimento aquirido no trabalho de elaboração dentro de sí mesmo, da quintessência (5), juntamente com iniciações nas Leis da Natureza (17) levam ao Adeptado, pois realizam a harmonia entre o microcosmo e o macrocosmo. 22 = 6 + 16 -> Conhecer a existência dos dois caminhos (6) e escolher o certo, através do conhecimento das leis da Queda (16) parece ser um método melhor para se chegar ao Adeptado (22) que o caminho inverso: 22 = 16 + 6 -> ...em que a escolha do caminho certo (6) resulta da experiência de quedas (16) na vida presente e nas encarnações anteriores. 22 = 7 + 15 -> A vitória ou o conhecimento da primazia do espírito sobre a forma (7) e, em segundo lugar, o conhecimento dos processos dinâmicos (15) levam ao Adeptado do Iluminismo (22). 22 = 15 + 7 -> Uma personalidade que iniciou a carreira pelo contato prático com o astral e que durante provações difíceis, caiu por várias vêzes, até obter finalmente a vitória (7) e chegar à Luz. A Magia Negra pode levar à Magia Branca, porém através de tremendos sacrifícios... 22 = 8 + 14 -> A Legalidade (8) predomina sobre a moderação (14). É o caminho severo de Gvurah, em relação a sí mesmo e aos outros. Este é também chamado do caminho de Moisés. 22 = 14 + 8 -> A moderação (14) nas manifestações domina a Legalidade (8). Este é o caminho do bondoso teurgo Claude Saint-Martin. 22 = 9 + 13 -> A Iniciação (9) faz mudar de plano (13). 22 = 13 + 9 -> A mudança de plano (13) leva à Iniciação. 22 = 10 + 12 -> A atividade implacável do Moinho do Mundo (10) faz surgir em nós a idéia do Sacrifício (12). 22 = 12 + 10 -> A aspiração ao sacrifício (12) numa alma que procura Deus, faz com que diante dela sejam revelados os mistérios dos Sistemas Fechados (10). Não importa se a Cabala (10) leva ao Sacrifício (12) ou o Sacirfício à Cabala, o resultado é o mesmo, isto é o Adeptado. 22 = 11 + 11 -> Confrontemos uma força (11) com outra força (11); a nossa com a alheia; e de uma Corrente com a de outra; a de uma convicção com outra convicção. Fazendo-o sempre e em relação a tudo, achar-nos-emos, sem perceber, na situação da figura humana com as duas "varinhas" seguradas paralelamente na figura do Arcano XXII. Contudo, em nossa "dança" não esqueçamos de colocar um pé no chão, para nos apoiarmos sôbre a Terra; assim a Serpente Astral (Nahash) não mais será para nós um perigo, e sim, formará ao nosso redor, uma elípse regular, representando a continuidade (a serpende que morde a própria cauda), e formando o Ovo da Vida - Omnia vivum ex ovo = tudo o que vive provém de um ovo... Analisando profundamente a nossa vida, perceberemos o papel representado em nossa evolução pelos quatro animais sagrados, que também representam os quatro mundos da Cabala; e então não mais no envergonharemos de ficar nús, como a dançarina do Arcano XXII, pois então nada mais teremos a ocultar ! INTRODUÇÃO OS ARCANOS MAIORES E OS ARCANOS
MENORES
|