Liber Oz

Liber Oz é a obra máxima de Aleister Crowley, um dos primeiros textos contidos no "Livro da Lei". Aqui você terá duas versões do texto do Liber Oz, mas nenhuma das duas são originais, foram retiradas do livro "O Equinócio dos Deuses", tradução do "The Book of the Law" para o português, editado apenas uma vez no Brasil em 1976.

O Número 666

"O número 666 chama-se Aleister Crowley"

Nascido na Inglaterra em 1875, Aleister Crowley foi uma das maiores autoridades esotéricas de nosso tempo. Menino prodígio, Crowley lia a Bíblia em voz alta aos quatro anos. Incansável estudioso das denominadas ciências ocultas, deixou uma vasta obra teórica, onde tenta mostrar como desenvolver e entrar em contato com a energia interior, e usá-la produtivamente para modificar por completo a vida. Crowley afirmava que essa energia que durante muito tempo procurou desenvolver através de ritos sexuais seria totalmente liberada com a chegada da Nova Era, período em que as leis sociais seriam definitivamente rompidas para que todos pudessem finalmente viver em plenitude. Crowley, que se auto-intitulava a Grande Besta 666, para desvincular-se totalmente de preconceitos religiosos, esforçou-se durante toda a sua vida para popularizar o esoterismo, e mais de uma vez revelou segredos de seitas fechadas, afirmando que o conhecimento é livre, e assim deve permanecer.

"O número 666 chama-se Aleister Crowley"

Esta frase encontra-se na música "Sociedade Alternativa". Aleister Crowley chamava a si mesmo de A Besta 666. Um sonho de Raul Seixas era publicar em inglês sua obra máxima, a que ele chamou de "Opus 666" (a capa ele já havia escolhido e teria sido a mesma que saiu no LP "A Pedra do Gênesis". Neste mesmo LP, ele musicou o Liber Oz e deu o nome de "A Lei").

Liber Oz:

"A Lei do Forte: Essa é a nossa lei e a alegria do mundo." (AL 2.21)
"Faze o que queres, há de ser o tudo da Lei." (AL 1.40)
"Não tens direito fora fazer o que queres. Faz isto, e ninguém dirá não." (AL 1.42-3)
"Todo homem e toda mulher é uma estrela." (AL 1.3)

NÃO HÁ DEUS ALÉM DO HOMEM

1- O homem tem o direito de viver pela sua própria lei
de viver da maneira que ele quiser;
de trabalhar como ele quiser;
de brincar como ele quiser;
de descansar como ele quiser;
de morrer quando e como ele quiser.

2- O homem tem o direito de comer o que ele quiser
de beber o que ele quiser;
de se abrigar onde quiser;
de se mover como queira na face da Terra.

3- O homem tem o direito de pensar o que ele quiser
de falar o que ele quiser;
de escrever o que ele quiser;
de desenhar, pintar, esculpir, gravar, moldar, construir como ele quiser;
de vestir-se como quiser.

4- O homem tem o direito de amar como ele quiser

"Pegai vosso quinhão e vontade de amor como vós quiserdes, quando, onde e com quem quiserdes." (AL 1.51)

5- O homem tem o direito de matar aqueles que possam frustrar esses direitos

"Os escravos sevirão." (AL 2.58)
"Amor é a lei, amor sob vontade." (AL 1.57)

A referência mais comum ao número 666 está em Apocalipse cap.13 ver. 18, que diz: "Quem tiver inteligência, calcule o número da Besta, porque é o número de um homem, e seu número é 666."

· Interpretações e Curiosidades

Hitler

Se dermos o valor 100 à letra "A", 101 á letra "B", 102 à letra "C" e assim por diante, a soma de Hitler é igual a 666:

H 107

I 108
T 119
L 111
E 104
R 117

HITLER - 666

Papas

Os Papas dão a si mesmos o título de Vigário do Filho de Deus, em latim "VICARIUS FILII DEI". A soma do valor romano das letras correspondentes ao título é igual a 666.

V I C I V I L I I D I

5 1 100 1 5 1 50 1 1 500 1

PAPAS - 666

Segundo Crowley, o número 666 no versículo citado é o número do homem. E não de um homem. Porque quando se coloca de um homem, o sujeito fica indefinido. Mas quando se diz do homem significa do ser humano, Lógos Encarnado. Na tradição esotérica, 666 é também o número do sol. E tem relações curiosas, pois 62 = 36 e o somatório de 1 a 36 é igual a 666.

Eu falei de tanto número
Que talvez esqueci algum.
Mas as coisas que eu disse
Não são lá muito comum.
Quem souber que conte outra,
Ou que fique sem nenhum...
Raul Seixas - Os Números

 

 

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