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Super-Heróis
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Hoje é segunda-feira e decretamos feriado
Chamei Dom Paulo Coelho e saímos lado e lado
Lá na esquina da Augusta quando cruza com a Ouvidor
Não é que eu vi o Sílvio Santos
Sorrindo aquele sorriso franco e puro para um filme de terror
Como é que eu posso ler se eu não consigo concentrar minha atenção
Se o que me preocupa no banheiro, ou no trabalho é a seleção
(Vê se tem Kung Fu aí em outra estação)
Já na outra esquina
Dei três vivas ao rei Faiçal
O povo confundiu pensando que era o carnaval
Então eu disse a Dom Paulete: eu conheço aquele ali
Não é possível, dom Raulzito
Quem que no Brasil não reconhece o grande trunfo do xadrez
Saí pela tangente disfarçando uma possível estupidez
Corri para um cantinho pra dali sacar o lance de mansinho
(adivinha quem era? Mequinho!)
Lá em Nova York todo mundo é feliz
Vi o Marlon dançando o último tango de Paris
Pedi cerveja e convenci o garçom do botequim
A não pagar o tal do casco
Ele aceitou pois sou um astro!
E duma cobertura no Leblon
Pelé acena dando aquela
Enquanto o povo embaixo grita: É o Rei,
Pelé despenca da janela
É quando, a 120, o Fittipaldi passa e quem ele atropela
(Meu Deus! Mequinho no chão, mais três velas)
Vamos dar viva aos grandes heróis
Vamos em frente, bravos cowboys
Avante! Avante! Super-Heróis
Ai-oh Silver!
Shazan
Medo da Chuva
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É pena que você pense que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido e não posso partir
Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao teu lado sem saber dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver
Eu perdi o meu medo, o meu medo
O meu medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar
Aprendi o segredo, o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar
Eu não posso entender tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem aquilo que o padre falou
Porque quando eu jurei meu amor eu traí a mim mesmo
Hoje eu sei que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez
Uma vez
Eu perdi o meu medo, o meu medo
O medo da chuva
Pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar
Aprendi o segredo, o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar
As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor
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Tá rebocado meu compadre
Como os donos do mundo piraram
Eles já são carrascos e vítimas
Do próprio mecanismo que criaram
O monstro SIST é retado
E tá doido pra transar comigo
E sempre que você dorme de touca
Ele fatura em cima do inimigo
A arapuca está armada
E não adianta de fora protestar
Quando se quer entrar
Num buraco de rato
De rato você tem que transar
Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não aguenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo
Hoje a gente já nem sabe
De que lado estão certos cabeludos
Tipo estereotipado
Se é da direita ou dá traseira
Não se sabe mais lá de que lado
Eu que sou vivo pra cachorro
No que eu estou longe eu tô perto
Se eu não estiver com Deus, meu filho
Eu estou sempre aqui com o olho aberto
A civilização se tornou complicada
Que ficou tão frágil como um computador
Que se uma criança descobrir
O calcanhar de Aquiles
Com um só palito pára o motor
Tem gente que passa a vida inteira
Travando a inútil luta com os galhos
Sem saber que é lá no tronco
Que está o coringa do baralho
Quando eu compus fiz Ouro de Tolo
Uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse
Mas eles só vão entender o que eu falei
No esperado dia do eclipse
Acredite que eu não tenho nada a ver
Com a linha evolutiva da Música Popular Brasileira
A única linha que eu conheça
É a linha de empinar uma bandeira
Eu já passei por todas as religiões
Filosofias, políticas e lutas
Aos 11 anos de idade eu já desconfiava
Da verdade absoluta
Raul Seixas e Raulzito
Sempre foram o mesmo homem
Mas pra aprender o jogo dos ratos
Transou com Deus e com o lobisomem
Água Viva
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Eu conheço bem a fonte
Que desce daquele monte
Ainda que seja de noite
Nessa fonte tá escondida
O segredo dessa vida
Ainda que seja de noite
Êta fonte mais estranha
Que desce pela montanha
Ainda que seja de noite
Sei que não podia ser mais bela
Que os céus e a terra bebem dela
Ainda que seja de noite
Sei que são caudalosas as correntes
Que regam céus, infernos
Regam gentes
Ainda que seja de noite
Aqui se está chamando as criaturas
Que desta água se fartam mesmo às escuras
Ainda que seja de noite
Ainda que seja de noite
Eu conheço bem a fonte
Que desce daquele monte
Ainda que seja de noite
Porque ainda é de noite
No dia claro desta noite
Porque ainda é de noite
No dia claro desta noite
Moleque Maravilhoso
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Eu nunca cometo pequenos erros
Enquanto eu posso causar terremotos
E das tempestades já não tenho medo
Acordo mais cedo
Eu nunca me animo de ir ao trabalho
Eu sou o coringa de todo baralho
Sou carta marcada e jogo roubado
A morte ao meu lado
Eu sou um moleque maravilhoso
No certo sentido mais perigoso
Moleque da rua
Moleque do mundo
Moleque do espaço
Quebrando vidraças do velho Ricardo
Nessa vizinhança seu filho bastardo
Sou filho bastardo
Com meu bodoque sempre no pescoço
Eu...
Eu exijo o meu...
Eu exijo o meu...
Eu exijo o meu...
Eu exijo o meu osso
Eu exijo o meu osso
Eu sou um moleque maravilhoso
Sociedade Alternativa
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Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Viva o Novo Aeon!
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Viva! Viva! Viva!
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá
Faze o que tu queres
Pois é tudo da lei
Da lei
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Faze o que tu queres há de ser tudo da lei
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Todo homem e toda mulher é uma estrela
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Viva! Viva!
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Mas se eu quero e você quer
Tomar banho de chapéu
Ou esperar Papai Noel
Ou discutir Carlos Gardel
Então vá
Faze o que tu queres pois é tudo da lei, da lei
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
O número 666 chama-se Aleister Crowley
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Faze o que tu queres há de ser tudo da lei
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
A lei de Thelema
Viva! Viva!
Viva a Sociedade Alternativa!
A lei do forte
Esta é a nossa lei e a alegria do mundo
Viva! Viva! Viva!
Viva o Novo Aeon!
O Trem das Sete
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Ói, ói o trem
Vem surgindo atrás das montanhas azuis
Olhe o trem
Ói, ói o trem
Vem trazendo de longe as cinzas do Velho Aeon
Ói já é vem
Fumegando, apitando e chamando os que sabem do trem
Ói, é o trem
Não precisa passagem, nem mesmo pagagem no trem
Quem vai chorar, quem vai sorrir?
Quem vai ficar, quem vai partir?
Pois o trem está chegando
Tá chegando na estação
É o trem das 7 horas
É o último do sertão
Ói, olhe o céu
Já não é o mesmo céu que você conheceu, não
é mais
Vê, ói que céu
É um céu carregado e rajado, suspenso no ar
Vê, é o sinal
O sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões
Ói, lá vem Deus
Deslizando no céu entre brumas de mil megatões
Ói, ói o Mal
Vem de braços e abraços com o Bem
Num romance astral
Amém!
S.O.S.
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Hoje é domingo, missa e praia, céu de anil
Tem sangue no jornal, bandeiras na avenida Brasil
Lá por detrás da triste e linda zona sul
Vai tudo muito bem, formigas que trafegam sem porque
E da janela desses quartos de pensão
Eu, como vetor, tranqüilo eu tenho uma transmutação
Ô Ô Ô seu moço do disco voador
Me leve com você, pra onde voce for
Ô Ô Ô seu moço, mas não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí...
Andei rezando para tótens e Jesus
Jamais olhei pro céu, meu disco voador além
Já fui macaco em domingos glaciais
Atlantas colossais, que eu não soube como utilizar
E nas mensagens que nos chegam sem parar
Ninguém pode notar, estão muito ocupados pra pensar
Ô Ô Ô seu moço do disco voador
Me leve com você, pra onde voce for
Ô Ô Ô seu moço, mas não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí...
Prelúdio
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Sonho que se sonha só
É um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto
É realidade
Gita
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Eu que já andei pelos 4 cantos do mundo procurando
Foi justamente num sonho que ele me falou
Às vezes você me pergunta
Por que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao seu lado
Você pensa em mim toda hora
Me come me cospe e me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar
Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar
Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou, eu fui, eu vou
(Gita, Gita, Gita, Gita, Gita)
Eu sou o seu sacrifício
A placa de contra-mão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição
Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada
Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra
Do fogo, da água e do ar
Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim
Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra A tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor
Eu sou a dona de casa
Nos pegue-pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo
(Gita, Gita, Gita, Gita, Gita)
Eu sou a mosca na sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão
Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio
Como Vovó Já Dizia
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Como vovó já dizia
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Mas não é bem verdade
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Hummmmm
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Minha avó já me dizia
Pr'eu sair sem me molhar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Mas a chuva é minha amiga
E eu não vou me resfriar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A serpente está na terra
O programa está no ar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A formiga só trabalha
Porque não sabe cantar
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Quem não tem filé
Come pão e osso duro
Quem não tem visão
Bate a cara contra o muro
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
É tanta coisa no Menu
Que eu não sei o que comer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
José Nilton já dizia
Se subiu tem que descer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Só com a praia bem deserta
Que o sol pode nascer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
A banana é vitamina
Que me engorda e faz crescer
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Quem não tem filé
Come pão e osso duro
Quem não tem visão
Bate a cara contra o muro
Ochennn
Quem não tem colírio
Usa óculos escuro
Solta a serpente
Hare Krishna Hare Krishna
Porque
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Por que o sol nasceu de novo
E não amanheceu?
Por que Deus criou o homem
e não se arrependeu?
Por que a crença no futuro é fatal
e a serpente simboliza o mal?
Por que que tudo que é bonito
está trancado no museu?
Por que eu nasci assim
e meu irmão assado?
Por que beber wisk-soda
pra ficar animado?
Por que que o tempo
Deixa tudo pra trás
e sempre que voce consegue quer mais?
Por que na hora do naufrágio
cada um vai pro seu lado?
Por que eu tenho uma caneta
e não sei escrever?
Por que eu passo a noite inteira
sem nada para ler?
Por que que a agulha da vitrola sumiu
e o anúncio do cinema caiu?
Por que que eu faço essas perguntas
sem ninguém pra responder?
Planos de Papel
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Deus, eu passo os 7 dias úteis
Traçando 9 dias fúteis
Fazendo planos de papel
Em quartos cinzas de aluguel
E eu vou dormir
Entre as paredes do Hotel Sossego
Meu amor
Sim, no contratempo do meu leito
Guardo um punhal cravado ao peito
Tingindo a cama e o lençol
Por uma fresta me invade o sol
E eu vou deitar
Entre as palmeiras desenhadas nos jornais
Meu amor
Ah, mas que voce espera de mim?
Que o consumado eu vá repetir, não
Sim, o que me importa nesse instante
É esse não me importar constante
Esse sorriso que eu guardei
Nessa gaveta a qual fechei
Pra mim dormir
Com a cabeça no lugar que eu deixei
Meu amor
Morungando
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Levanta a cabeça mamãe
Levanta a cabeça papai
Levanta a cabeça irmão
E tira seus olhos do chão
O chão é lugar de pisar
Levanta a cabeça vovó
Levanta a cabeça povão
Levanta a cabeça vovô
Pá turma do amor e da paz
Levanta a cabeça rapaz
Não tenho outra coisa a dizer
Que eu sou mais eu que voce
Um Som para Laio
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Na minha cabeça
Uma guitarra toca sem parar
Trago um par de fones nos ouvidos
Pra não lhe escutar
O que voce tem pra dizer
Ouvi há cem anos atrás
O que eu faço agora
Voce não sabe mais
Hey man! Hey man!
Hey man! Hey man! Hey man!
Uou man! Uou man!
Crazy man! Crazy man! Crazy man!
Yeah!
I'm all right I'm all right
I'm all right I'm all right
I'm all right I'm all right
I'm all right I'm all right
Yeah! Yeah!
Listen to the music Yeah!
Yeah! Yeah man
Listen to the music Yeah!
Se o Rádio Não Toca
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Se o rádio não toca
A música que voce quer ouvir
Não procure dançar
Ao som daquela antiga valsa
Não não não não
É muito simples
É muito simples
É só mudar de estação
É só girar o botão
Se o carro não pára
Na porta de quem sabe curtir
Não procure entrar
Na casa da visinha
Não não não não
É muito simples
É muito simples
Eu puxo o freio de mão
Mudando de direção
É só mudar de estação
Vida a Prestação
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Acorda cedo
Café na mesa
Toma seu carro e seu avião
E vai pagando durante o dia
O preço da civilização
Com dinheiro compra alegria
E se vende a prestação
Não interessa a linda princesa
Que vem em sonhos lhe perturbar
Os sonhos morrem ao nascer do dia
Acorda é hora de trabalhar
A vida exige dois pés no chão
Se vendendo a prestação
Não Pare na Pista
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Não pare na pista
É muito cedo prá você se acostumar
Amor não desista
Se você pára o carro pode te pegar
Bi bi, fon fon, ne ne
Se você pára o carro pode te pegar
Você me xingando
de louco pirado
E o mundo girando
E a gente parado
Meu bem me dê a mão
que eu vou te levar
Sem carro e sem medo
Pro guarda multar
Meu bem me dê a mão
que eu vou te levar
Sem carro e sem medo
Prá outro lugar
Não pare na pista
É muito cedo prá você se acostumar
Amor não desista
Se você pára o carro pode te pegar
Bi bi, fon fon, ne ne
Se você pára o carro pode te pegar
Mamãe, papai, irmão
Se você pára o carro pode te pegar
Vovó, Nené, Lili
Se você pára o carro pode te pegar
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