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Na solidão do mundo
Meu céu não há mais estrelas
Meu mar não é mais azul
Meu coração é um rio perene
Minha vida,é um deserto sem miragem
As cores pálidas enfeitam
meus dias tétricos
Meus olhos secos já não
singram outros mares
Curvo-me às agruras da alma
Abraço a solidão do mundo
como um uma forma de preencher meu vazio
Corpo e alma adormecidos nos
sonhos mortos
Navego no silêncio da dor e
sigo perambulando pelos obtusos
caminhos de minhas ausências
No rufar dos tambores do tempo
o meu eu fica dividido entre
a cruz e espada
Não sei se sigo o divino ou o profano
Eis a dúvida!
Zena Maciel
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