A liberdade e a matemática

Liberdade! Liberdade!!

Meu Deus! Um âmago de corte profundo que não consigo equacionar os limites, os parâmetros e a essência de ser livre. A palavra é livre mas estou sempre atado a algo, escravizado. Será a liberdade alguma coisa relacionada com desintegração?

Estou preso a um conceito, a uma definição sem fim, a liberdade não é compatível às leis e normas, está sempre condicionada, circunscrita e deliberada, sempre radicalizada em números frios que nunca expressam a realidade e a intensidade das coisas que se sente.
Um ( 1 ) amor uma ( 1 ) dor, quais são as palavras que podem definir se os números são tão vazios? Essa dor esse amor é meu peito, é mais que a carne, é mais que exato, é abstrato, é amor e dor. Como qualificar um sentimento, um sentido, assim num estalo de dedos?

Como me definir em algarismos se eles não escutam e não percebem o calor de ser humano?

São respostas que caminham para o vazio e se armazenam em computadores quiçá deletados num futuro.

Como definir?

Dois corpos, um sentimento, setecentos homens, "N" sangues, quatro visões, cinco elementos, doze apóstolos, mais de cento e cinqüenta e seis países, uma guerra, tantas mortes, trezentos e vinte nascimentos, um Fiat Lux.

Tudo é tão expansivo livre, vago e preso talvez por isso Deus seja o Deus e eu esteja circunscrito na natureza que de tão livre chega ser uma prisão avaliada na causa e no efeito. Deus é causa, eu sou o efeito, não tenho argumentos, instrumentos para definir a causa, nem a mim mesmo o efeito, pois sou UM universo e também não me defino, tenho "liberdade" mas não sou autônomo, sempre existirá pessoas, espíritos, objetos, um se não em meu caminho.

A semeadura é livre, mas, a colheita é obrigatória e Deus de tão abstrato, chega a ser exato. Criar mundos plantar seres, dois mais dois igual amor, ódio, vingança, fraternidade, harmonia, egoísmo igual a afetividade, e se conseguíssemos elevar tudo isto ao quadrado ou definir em álgebra.

Uma faca num único corpo que tenho e quando aberto não saberás o que vai dentro do "eu" , a minha consciência é de Deus. Liberdade é um halo DELE, eu fui feito para servir e questionar a sua grandeza com essa matemática incapaz de definir amor e dor, serve só para simplificar o complexo "ÚNICO, UNIPOTENTE", tudo é derivado restrito a uma liberdade imensa que nos momentos cruciais me deixa divagando na Gêneses.

Pobre mortal, senhor dos anéis que nunca explicará os dedos.

01/02/03

Ydelvandes de Oliveira (De Oliveira)