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Sois também um Sidarta
Sidarta oh! Mantra da tua pele em Deus
Fogo-fátuo queimando a alma dos ateus
Mostra o fato a teu lado, no tato de Zeus
E a água turva e triste destes olhos teus
Aqui, acolá, aquieta-te pois deuses sois
Nas agruras que a dor pede o bom tom
O sofrimento é alguma coisa pra depois
Do dia acabar e se iluminar com luz néon
Um coração luar do sertão, ser tão sereno
Possa beber tão calmo e leve o teu veneno
Um coração faz um sertão, ser tão pequeno
Faz o amor refletir o luar no corpo moreno
As pedras do tempo e teu orgulho insano
Duros pedregulhos sufocando os enganos
Numa vida em que a vida clama pelo o ar
Pelo direito de viver, pelo direito de sonhar
Com teu riso misto de amargura
Exposto e raro piamente mero algoz
Que a tua beleza clara é tão escura
De mágoas secas como a tua voz
Seguir a vida é caminhar e vir a ser feliz
Entre o sermão e o monte ser o aprendiz
Sentir de perto a brisa e o vento no nariz
Ouvir no silêncio o que a voz da alma diz
E assim tão pleno no cansaço e no labor
De suor num ré maior cantando o amor
Já não há mais frio nem medo ou solidão
Se dar também oh! Mantra desse coração
09/11/03
Ydelvandes de Oliveira (De Oliveira)
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