O Chico e o Penta

(Tributo a Chico Xavier)

O plano Terra Brasil vive a festa e a comoção
O plano Astral vive a alegria do reencontro,
Mas ficou em mim um por que?
O por que do momento num momento?
Fora daquele quarto explosão de fogos e gritos
Dentro do quarto, uma cama, um corpo, um silêncio
A passagem de uma vitória, da simplicidade do ser
Dentro de mim algo procurando resposta
Noite de paz num dia eufórico
O jogo acabara e a missão terminou
Um sorriso simples que erguera a taça de Deus
Driblou a dor, comemorou com os estropiados,
E com os sedentos de justiça dividiu o pão
Trocou sua camisa para aliviar o próximo
O apego não lhe impediu o ataque
É tudo tão perfeito. Tudo tão de Deus
A flor, o pão, o inferno e os demônios
Chico é tão somente de Deus
Semente plasmada, semente plantada com a vida
O saber sentido e profundo do que é amar.
Na explosão da paixão, fora daquele quarto,
Não nos damos conta do momento que ali acontece,
Sabemos só que os guerreiros do Penta estão de volta
Eles voltam para o coração da nação
Mas o guerreiro solitário, volta para devolver a espada ao Pai,
Prestar contas de suas batalhas
Volta só ao encontro dos braços da luz
E quanto mais eu pensava em prece do por que?
Mais de perto eu pude sentir a luz da humildade
De quem não queria ser notado,
De quem não queria atrapalhar a festa dos guerreiros de uma nação
De quem se retira assim como chegou
De quem trouxe as obras sem querer ser o autor
De quem jamais fez política com a palavra de Deus
Quase posso ver e sentir o sorriso de Jesus
Entregando o troféu ao capitão da humildade
Lembranças em mim como eco de um estádio gritando
Amor por amor, paz pela paz e caridade pela caridade
Agora eu entendo perfeitamente
Tudo o que é de Deus, é simples, é belo, é puro
Este desencarne num campo de provas como uma missão
O maior feito do atleta de Deus! Aos 92 minutos do segundo tempo
Partida ganha, partida encerrada com gol de placa,
Gol de amor do artilheiro de Jesus.
Viva o Penta! Viva Chico!

01.07.02

Ydelvandes de Oliveira (De Oliveira)