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Graças à mediunidade
Eu venho, como vim antigamente,
Trazendo o meu sorriso, com ternura,
A dar mais esperança à criatura
Que vive preocupado no que sente.
Não quero que tal alma faça a jura
De ser um pouco apenas diferente,
Por ler este soneto aqui da gente,
Que o povo, quase sempre, nem atura.
Soldado deste exército imortal,
Eu venho pra trazer a minha fé
Em que haveremos de expulsar o mal,
Sabendo exatamente como é
O mundo cá do etéreo mais normal,
Quando, ao passar pelo canal, dá pé.
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