| Minas de Natal Minas nasceu assim: Tesouro entranhado sob o recorte montanhoso A luz se fez ouro por debaixo de seu manto E a água teceu fios, matizes de teias, véus de seda congelados Engendrando gemas de pedra, chão de arco-íris cristalizado Entre verdes vales, cordilheiras e cascatas. Minas renasceu assim: Prenúncio engalanado de barrocos traços Pela arte humana cinzelada Como tela rara Singrando céus em linhas sobrepostas de torres e telhados. Prelúdio de vidas entrelaçadas Ao ouro, que recobriu de fé altares e amores E às palavras, que esculpiram hinos e poemas Geminadas à música, sublime e rara. A gente de Minas nasceu assim: No Natal, Minas canta em voz de coro de meninos |