| Doar
Doar, a Guenádi Aigui: doar
o centeio negro à claridade das manhãs partes estão sempre desmoronando coisas estão sempre deixando O pavilhão de trevas
Quase nunca é preciso soprar as cinzas tu não avanças mais cantando há a impossibilidade da semente tu não avanças mais cantando sem notar a caridade dos dias
Mas se sabia, as esmeraldas deste funeral o centeio negro à claridade das manhãs já foi doado,
O Doador de Sombras esses clamores vagos clarões Nem nuvem vã desceu até teus olhos os calcanhares e o leito de sombras foi armado As doações o que sustenta um homem contra as tempestades não sabe ao certo do que ele
Ah de quem foi este pé que se recusa a dar um passo ah
Do Alto, semeando ossos As doações
O Pontilhão Escuro está cantando ao vento: um dia
Eis o beber a seiva derramada
ah de quem foi este pé que se recusa a dar um passo Mas a criança há de nascer mais antiga partes estão sempre desmoronando somos, em nós, as doações recentes,
O Doador de Véus E o mais antigo desmorona tudo passa, o lentamente, coisas estão sempre deixando de ser Se as Fontes imóveis de repente A verdade é que E tudo bem silenciosamente Este desejo é longo quando passo
Ah, a Opaca cintilância no corredor de ossos um olho ainda cintila a Lã O Clarão o fogo-fátuo destas fontes Eis o beber a Seiva, a seiva derramada A água do corpo e mais um filho é devolvido à relva quando menos se esperava tanto espanto
A Voz Quem sabe a santidade ser O pavilhão de trevas está se abrindo Dobrados diante dele joelhos Para colher a melhor flor aguardando um pranto
Quase nunca é preciso soprar as cinzas dos olhos Estamos sempre dispostos a temer as manhãs estamos sempre nas manhãs, ninguém vem retribuir à terra a água Colhido na palma da mão tem um abismo
Tomo, de ti, Estas ruínas ficam bem o centeio negro à caridade das manhãs Se doendo sem dOr partes se dando: Do Corpo do poema em si, ao fora de si, ao Que?m
buscando Em sonhos, a Margem brandamente escurecida sem o direito de ocultar a caridade dos dias mas com direito a vislumbrar todo o horizonte velado, a Elevação
de Lágrimas as esmeraldas neste funeral As esmeraldas deste funeral
Vicente Franz Cecim |