| Turbulência
O desejo reprimido de ter o gosto em minha boca
O desejo que tenho sentido em te veres louca
Pele, corpo, tudo me atordoa
És grande, alegria, alimentas uma fantasia
Que, quem diria, um dia viria de encontro aos sentimentos
Aos que controlo, imploro, não me dêem mais alento
Cortem, retire, sessem este momento
Invadiu-me, se apossou, me usa sabe o que sou, sabe o que quero
Sabe que espero
Sente também, me cativa, delira , vai e vem
Quando for o momento, não saberei ao certo
Fico longe, chego perto....
Quero teu corpo, não teu afeto
Quero por inteiro como um louco devaneio
Quente e ardente como o dia no verão
Deitados na cama ou juntos no chão
Um corpo inteiro
Fim da razão!
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