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Isabor II
em teu branco peito,
nas tuas douradas asas
voam os sonhos meus.
sonhos de encontro,
reencontro,
amor a beira mar
sob sol e lua, tua carne nua
minhas mãos tremulas
a promessa,
tu voas,
te afastas pelos ares
depois nuvens te escondem,
tu ris e prometes,
volto, volto, voltarei...
te espero agoniado,
o embate dessas ondas,
pobre rochas cansadas.
elas como eu
sonham um sonho de paz,
de doce acalanto,
e não de luta e embates
eternos.
sonhos sonhados
de amor doce de mel
não a luta travada
nos desvãos da casa tua
junto aos picos nevados
de onde admiras e sonhas
um regato no vale.
ah, doce Isabor.
quando nos encontraremos novamente
que separados estamos faz tanto
tu pelo nascer do dia
eu pela noite próxima.
vem, vem confia em mim.
sou apenas o que sou;
o negro lobo
que todos temem
porem, tu sabes
louco de amor por ti,
sou manso.
Isabor, Isabor,
ouve meus gritos,
tu onde estas tão alto
ai juntinho do céu
Isabor, Isabor
Vem, querida minha,
vem,
volta.
Louco de dor te suplico,
Vem minha amada Isabor,
plana manso em direção ao vale.
Serei teu regato,
teu manso lago espraiado,
o alto pinheiro morto,
que te permite a visão do mundo
a volta,
vem doce maravilha dourada,
não me facas assim sofrer.
Te sei.
Te conheço.
Tu me sabes, e conheces.
Sou lobo louco de dor,
de saudades de ti
de teu dourado amor,
Isabor...
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