Palavras

Golpes
De machado na madeira,
E os ecos!
Ecos que partem
A galope.A seiva
Jorra como pranto, como
Água lutando
Para repor seu espelho
Sobre a rochaQue cai e rola,
Crânio branco
Comido pelas ervas.
Anos depois, na estrada,
EncontroEssas palavras secas e sem rédeas,
Bater de cascos incansável.
Enquanto do fundo do poço, estrelas fixas
Decidem uma vida.

Tradução de Ana Cristina César