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Feitiço da morte
para Marcelo Coelho
Morre o nome, mas ainda não jaz o poeta
Tu eras somente parte da alma inquieta
Teus sonhos e delírios novos rumos terão
Mas lindos e sonhadores sempre serão
Tua companhia nos acalenta e nos guia
Não importa se vamos estar em agonia
Agora só nos acalenta esperar com fervor
Que tu continues a ter a paixão e o amor
Tuas verdades estarão sempre a nos dizer
Quem tu és, um eterno sonhador a viver
Mesmo sendo o algoz da morte do lunático
Jamais poderás matar o poeta fantástico
Como água tu és limpido e transparente
Puro tanto quanto uma criança inocente
Segue sendo cristalino feito um rio a jorrar
Lentamente em oceano irá se transformar
Não te importes com os algozes das trevas
Mesquinhos vivendo ocultos em noites eternas
Se não puder ser o Sol , seja a Lua a queimar
Pois que toda treva tem suas noites de luar
Trilha por teus amores, tuas poesias e veredas
Tua luz terá ainda o brilho intenso das estrelas
Viaja sempre seguindo em noites de Lua cheia
e na noite estará o segredo de tua vitória
Safira Lilás® Sueli Donario
Em 14/02/2003 às 00:25h
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