| Ayrton
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o semi-deus de Maratona.
Campeei o touro bravio,
o bisonte, o cavalo selvagen,
às pradarias dEspanha
e a minha crônica foi escrita,
em pedra,
nas galerias de Altamira...
Depois eu sentei praça
a serviço de Rainhas e Faraós;
os crocodilos e os leões
foram dominados à minha lança...
e a minha crônica foi escrita
ao gentil hieroglifo,
eterno,
Templos & Palácios,
em terras dEgito...
Em seguida fui a Roma: - Ave, Cæsar,
morituri te salutant !
E ao gládio e à malha
vi o polegar de César:
abaixado,
a lâmina do herói
me trespassava as entranhas...
Noutras, o polegar alevantado,
o contendor, valente,
dominado;
sempre ganhei,
só uma vez perdi
e a minha crônica se inscreveu
nos séculos:
Spartacus,
Quo Vadis ?
Ben Hur !!! E quando o fio da morte
corria pela minha mão...
e via nos escombros,
nos olhos baços,
nos lábios retorcidos: - Ave, César,
os que vão morrer te saúdam! Eu,
clemente,
procurava nos olhos do Imperador
o socorrido habet
para o outro, caído:
levanta-te,
amigo ! E bebíamos até cair,
nas tavernas de Roma... Tem sido assim:
o uivo da morte
meu prêmio,
minha glória... Anos depois,
sentei praça numa plaza de toros
a serviço das pontas,
à femoral
e coloquei a penhor mi sangre...
o Miúra me passa
quente,
rápido,
rente,
e faço que não vejo...
Um leve meneio,
uma rápida polegada,
o perigo dissipado...
mas eu não seria un cabellero,
un torero,
el matador! E não me mexo:
rente,
rente à femoral,
o chão estremece,
rufam os tambores:
Olé!
e os corações ......................................
Olé! Banderillas! Banderillas! Às vezes me perco
no labirinto da morte,
às curvas
e às pontas finas,
carícias da morte
en mi corazón...
O arrepio:
faz parte, sempre fez,
mas os esmorecidos disseram que vão serrar
os chifres da Fera,
fazer pistas retas,
couraças de malha,
protetor perfeito à femoral...
o Miúra,
mero garrote
de circo,
chifres de algodão...
risco:
de zero!?
Estão dizendo que querem pista reta,
carro seguro,
piloto prudente,
competidores gentis,
juízes honestos,
tempo de sol...
limites, limites dizem
obedecidos.
Estão loucos! Limites? - Se nunca tive limites!?
Mandem-me limar os chifres deste Miúra,
injetem mais sangue nos olhos dele,
enlargueçam-lhe as patas para o coice,
dêem-lhe mais peso e agilidade...
E eu,
David,
pequeno e audaz,
a serviço das femorais,
a serviço das fêmeas,
a serviço dos teus olhos, amor,
saberei banderillearlo:
o chapéu,
a capa,
y mi corazón
aos teus pés,
à tua flor! Onde tem uma reta,
me fechem uma curva,
onde tem sol, me botem chuva,
pista de cotovelos
e labirintos
laberintos de su corazón...
E a minha crônica está escrita
no coração das fêmeas,
trespassado às banderillas,
tardes de Toledo
y Sevilla... Banderillas!
Banderillas!
Olé .............!!!
Um dia,
um só,
único dia,
toda la sangre de las hembras
às suas coxas derramado
derramei à minha coxa:
fêmur,
frêmito,
femoral...
E a minha crônica se conclui
em todas as praças de touros,
del país de España: Olé! Olé! Olé
................................!
Finalmente sentei praça
com os cavalos de prata...
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
e ganhei
Senna...............
...............Senna
Senna...............
- Onde estás ?
Acabei de sentar praça
numa nova scuderie:
pole position,
primeiro piloto...
de Elias...
Aquele...
das Carruagens!
de Fogo...
Fire
Fire
Fire
ao Ritual Fire Dance, the poem!
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