| O que digo entre as flores?
Meus olhos se consomem pela tua promessa"
(Salmo 119, 82)
Morreram os novilhos todos
quandela disse:
[uma voz súbita, distante]
- Claro que eu sei quem é,
é a voz de quem...
sim, eu sei -
Que o resto foi travo e mel
que não se disse mais nada -
em um
ali:
rubro o tempo, as faces.
- Seu Francisco, - indagou, aflito,
mestre Antônio (vaqueiro): -
o senhor mandou matar todos os novilhos,
foi assim mesmo que entendi,
e botar a melhor veste nos caminhos?
- Como ficará então esta fazenda?
Sem os bois que morrerem,
o que digo entre as flores?
Diga nada não, mestre Antônio,
os novilhos ressurgirão da terra,
nos passos largos das minhas sandálias.
E os caminhos ficarão de perfume,
diga nada não, mestre Antônio,
que ela estava morta,
as flores sabem, outra vez,
agora vive.
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