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Marcados pelo destino
Pelas ruas, perambulando,
de pés descalços, maltrapilhos,
fedendo a fumaça e cheirando cola,
pão, dinheiro e carinho, mendigando,
os filhos da miséria humana
para da cruel realidade, fugir,
de drogas se entorpecem
e debaixo de viadutos, dormem,
nas ruas, em qualquer canto,
por jornais, cobertos, tremendo de frio.
São homens, mulheres e crianças,
de tudo na vida, desprovidos,
seres humanos maltratados e
pela sua própria condição, humilhados.
Pelo destino que tudo lhes negou, marcados.
É a miséria humana
no seio da sociedade alternativa,
ativa, latente, expondo sua dor.
Pelo horror da fome, no corpo, marcados,
esqueletos ambulantes, herdeiros do nada.
E não quer calar, no ser pensante,
a prosaica pergunta:
-Até quando?
23/09/03
Simone Borba Pinheiro
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