Na boca da noite

Quando entra a madrugada escura e fria,
uma nova porta se abre
para um mundo obscuro e duvidoso,
de freqüentadores perdidos no seu próprio eu.
São ratos da noite
que preenchem a escuridão
com seus dons malignos,
rastejando no esgoto da maldade,
poluindo o ar com suas ervas malditas,
ceifando vidas vazias,
já sem esperanças,
roubando o ar e a alegria
sugando o sangue
de vidas alheias,
como vampiros sedentos
de ódio e comiseração.
Ratos da noite, nojentos, rastejantes,
disseminando ódio,drogas,
roubo e prostituição,
algemas do mundo,
num tempo de dor e lágrimas,
derramadas no planeta.
Seres pérfidos, algozes
que vivem e sobrevivem
da boca da noite,
que abre suas portas
acenando com um sorriso sedutor,
como serpente pronta
para dar o bote fatal.
Fique atento!
Não se deixe seduzir
pelas armadilhas da boca da noite!

19/09/03

Simone Borba Pinheiro