Fúria insana

Quando o descontrole domina
O frágil ser humano,
Basta um olhar diferente,
Uma interpretação errada,
Um mal entendido e a fúria insana,
Surge do nada... arrebatando,
Rasgando a noite assustada,
Arrasando o dia entristecido,
Esbofeteando, esbravejando,
Desferindo maldades boca afora.
Marcando o coração dilacerado
A ferro e fogo, ardendo em brasas,
Aniquilando o amor que outrora existia,
Desatando todos os laços
Que caminhavam de braços dados,
Com sentimentos puros.
E quando amanhece o dia,
Restam as cinzas da fúria insana
De um louco insensato
Que descontrolado, aniquilou
A noite e o dia, do coração amado!...

Simone Borba Pinheiro
12/01/03