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Cereja
Na boca toda cor,
ícone do amor...
Insciente da intenção?
Tesão!
A euforia da tua alma,
na intensidade do desejo da
carne trêmula...
Terrorismo, é passar a língua entre os lábios
cereja em sabor,
adocicada pela saliva sedenta
da tua...
Vem!
Lambuza seus pelos nela
Encharca a libido até ver a luz no fundo
E achando ser a morte,
perceberá no fim do gozo quente
que era a luz da vida
trazida nos braços indeléveis
da paixão bandida
Cereja, na cor, no sabor
embriagante veneno do amor!
15/07/04
Silvana Cervantes
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