Labirintos

Destino, desatino...
Quem pode imaginar?
Quem arrisca desafiar?
Chora...
Chora, criança confusa
Banha no sal da água sua dor
Receita antiga, certeira...
Os sentidos, são só seus
Que saltem qual bomba
Recolhe-se os destroços depois
É assim que sobrevive a paixão
Perdida em muitas paredes
Em ângulos obtusos
Tão livre, tão igual
Bicho trancafiado na jaula
Sentimentos,labirintos
Armadilhas,caça,caçadores
Predadores...
Presa fácil, em labirinto de emoção
Mulher em extinção!

Silvana Cervantes