| Pobres mortais
Vem das pernas esse fogo
Que me consome
Boca aberta
Olhos cerrados
Mãos que suavemente passeiam
Pelas formas, sem normas
Na cabeça sua imagem
No meu corpo a vontade
Circulo os mamilos, macios
Róseos, rubros como minha face
Ah! Se me visse agora...
No meu momento, não suportaria
o tormento
Colocaria teus desejos, pensamentos
Tua vida inteira em mim
Iria querer saciar a minha fome
Na tua sede sem fim
Sim!
Construir num segundo de amor
O que os seres normais,
Uma vida inteira consomem
Pobres mortais!
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