| Etéreo
Anjos anônimos animados
Tão pequenos, carentes, sofridos
Empilhados por barloudos nas periferias
Bisonhos sorrisos tristes
Biscateando ora aqui, ora acolá
Usados por seu candor pra trabalhar
MEU POEMA É DELAÇÃO!
Como ousam?
Delamber-se
Autoridades hipócritas inconseqüentes...
Desfrechar pra delinqüência
Crianças assim pungentes?
Descontar na humilhação
Da ignorância dos pais...
Não vês que é maldade demais?
Estes um dia também foram
Crianças, tratadas como animais
Etéreo
Meu coração sangra
Sigo porém, minha trilha insana
De educar e contribuir
Tornar ao menos, mais ameno
O seu porvir...
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