Valsa nº 4

Lua azul, dia finito, ambíguo.
Desperto sob o telhado cinza.
Cabelo castanho avermelhado.
Porta branca, pessoas negras.
Velhos cavalos tordilhos baios.
A terra amazônica desmaia.
A mata expira pardacenta.
A água retinta o capim seco.
Teto enfumaçado brumoso.
Um esqueleto descorado.
Tempo sombrio - queimada.
Estrume, cinzas, sebe negra.

As telhas cobertas de musgo
se desesperam contra o céu.

Salomão Rovedo