Perguntei ao vento

Perguntei ao vento, se ele sabia de você
Ele respondeu-me que sabia do meu amor
E conhecia minha dor...
Falei pra ele que lhe via indo embora me deixando sozinha
E, sem a sua presença me achava perdida com a sua partida
Propaguei ao vento toda dor que sentia de sua ida.
Ele perguntou-me então, se o meu amor era maior que minha dor
Respondi ao vento que meu amor por você transcende a tudo
que é uma magia contagiante, que chego a ouvir
os pardais cantando numa sintonia de espirais
Que amar você...
É galopar em devaneios, num calvagar de paixões
na loucura da explosão que emana da minha tesão
Que amar você...
É sentir meu corpo invadido, possuído e retorcido
no frenesi de desejos de corpos ardentes e sedentos.
Que amar você...
É emergir no prazer de um céu de purpurina
onde bebo cada brilho e ofereço ao meu corpo fogoso
Propaguei ao vento, que ao lhe contemplar
Atiça meu íntimo, fico arfante, febrilmente delirante
E quero lhe amar, quero lhe fazer amor, quero lhe encantar.
Falei ao vento, que sem você não respiro, não sou nada!
Pois o ar que respiro e me faz viver é você.

Rio de Janeiro-R/J
Em, 29-06-2001 19:51 horas

Rose Mary Sadalla