Reflexão de Amor

Não vês na palma de minha mão sombras
das letras do teu nome. Já não o gravo
por meus cadernos ao lado do meu,
por areias, ou troncos dos caminhos.

Meu ar romantico amadureceu,
como amadureceram o das árvores,
enquanto com um lápis gris o tempo
lapidava teu nome em minha vida.

Não é possível o gesto de apagá-lo,
pois eu não mudaria a paisagem
nem o relógio que lhes deram força
ou firmaram raízes romanticas.
Riscar teu nome em versos já me basta,
já que esse amor é árvore serena.

Rosa Clement