| 17 de julho (1976)
O dia teima em amanhecer-me.
Os pombos da janela arrulham
Sem trazer-me o conforto
De uma mensagem audaz.
Desenho meus momentos
Sem ansiar por rimas.
Vozes veladas de veludo verde
Voa vento...
à vontade e despido
Nu ante as arquibancadas
Marina não se mostra
Oswaldo noctivagando...
Presa fácil da minha cerebro
tônica labilidade
à terrível lucidez do medíocre.
Negar que é pestilento, jamais.
O mais e o mesmo são valoráveis.
Porém da nada se extrai
Da média-ocridade
Idade da pedra.
Me incomoda
A dúvida que, mascarada em cão,
Ladra e morde enfermamente.
NÃO.
Não quero interferências banais
Interferindo no meu espírito.
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