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Roxo, tristeza Tinta tomada à palheta do ocaso e às flores da morte. Alegre, ela. Muita luz no espaço; bailava no ar o cântico sereno da manhã; na relva os arbustos orvalhados tinham um pequenino sol em cada folha. Somente as violetas sofriam, pungidas pelo dia. Outra manhã, tudo mudado. Na atmosfera, um torpor gélido e sombrio. Os extremos da paisagem gastam-se na cerração como as orlas de uma pintura velha: nem sol nem pássaros na relva. Agora, órfã. As violetas revivem, as melancólicas, desabrochando em suspiros, sob as lágrimas da chuva. Raul Pompéia |