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Perdido
Percorro a mata fechada, tentando olhar o céu por entre folhas de
passifloras que transformam meu universo azul em um céu de lima.
Me perco em geleiras jamais habitadas, entrando em trilhas que me
circulam num caminho ao principio.
Vôo nas asas de um céu obscuro de estrelas que se apagam ao meu
ver passar.
Navego por mares e tempestades onde ondas me colocam ao
encontro do simples nada como se o chegar ao simples não
existisse.
Assim me vejo... perdido, sozinho, a tua espera.
Rafael Galiza de Azevedo
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