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Tolo
Por que na penumbra que se esconde o homem
A humana arte o faz presença de tolo
Tornando as esferas de bondade em claros alvos cômicos
Intrépidos palhaços a viver na figura que se omite o ser
Certo, correto ser
Que se humilha e esconde
Na cara de um que se finge
Ser o que o desejo alheio permite
Karma seria viver nesta história
Persistente da face do riso
Que espectadores sorriem
Uma Segunda pessoa se esbanja
Sabendo do sentimento que o prende
Trama envolvida de maldade e perversidade
No tempo em que o humor se derrete em lágrimas
A vida se extingue de um sorridente personagem
No cômico enterro da vida ao afogar das dores da morte
Seria o fim se em momentos o sorriso não existisse
Se da vida seu humor morresse
Se terceiros não o fizessem sorrir
Porque a Segunda destrutiva saga quer cumprir.
Então percorro em momentos sorrindo, tendo-me como mártir do
riso dela a plenitude que a faz feliz, mesmo que seu riso dependa
da minha dor, da minha lágrima, do meu perdido amor.
Rafael Galiza de Azevedo
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