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Os Poetas se Tem Disseminado
Os poetas te têm disseminado
(tempestade através das linhagens de todos),
mas eu quero de novo interpelar-te
no vaso que te dá tanta alegria.
Andei errante por diversos ventos;
mil vezes eras tu que me empurravas.
Tudo que encontro, eu trago;
como taça, de ti faz uso o cego;
bem fundo te escondera a criadagem
mas o mendigo te mantém na altura,
e muitas vezes junto a uma criança
boa parte de teu sentido estava...
Bem vês que eu sou alguém que anda à procura.
Alguém que atrás das mãos
anda escondido e assim feito um pastor.
(Tu podes esse olhar, que o enraivece
- o olhar dos outros - dele desviar.)
Há um que sonha coroar-te a ti
e acabará coroando a si mesmo.
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