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Pela noite
A Rodrigo Otávio.
Digam do amor com que eu acarinhava,
Todos os astros, todas as estrelas...
Digam quanto as fitava e como, ao vê-las,
Ela, a estrela mais lúcida lembrava.
Dos céus em fora, pela noite, e pelas
Nuvens que eu tristemente contemplava,
Digam como daquele afeto escrava
Minh'alma ansiava por compreendê-las.
Tudo contem... Do meu estranho afeto
Falem da minha dor contida
Por largos meses e por largos anos,
E esse que for o astro mais indiscreto
Conte como me viu a alma ferida,
Por desenganos sobre desenganos.
Pedro Rabelo
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