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Tenebras
A Aluísio Azevedo
Porque mais te não vejo, mais te sinto
Perto... Mais perto dos teus olhos ando.
Diz-mo não sei que delicioso e brando,
Como os vagos instintos, vago instinto.
Estás perto, sinto-te... E de quando em quando,
"Busca-a!" - manda uma voz. "Busca-a!" Consinto.
E ando de labirinto em labirinto,
Cego, paredes úmidas tateando...
Quem me há de os olhos descerrar? Teus olhos,
Pela doce alegria de trazer-mos,
Quem mos há de mostrar nesta ansiedade?
E amontoam-me escolhos sobre escolhos...
- Almas enfermas, corações enfermos,
Qual de vós é que sofre esta saudade?
Pedro Rabelo
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