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Assis
À clara luz do plenilúnio,
envolta no seu manto franciscano,
surgiu Assis ante meu olhos,
fonte de amor e de consolo humano.
Senti a mansidão do lobo
e a frescura da água em minha testa,
homens e coisas na unidade
espiritual da natureza em festa.
A muito custo reprimi o impulso
de me ajoelhar ao diálogo dos sinos
e me quedei, pálido de espanto,
não me ajoelhando com os peregrinos.
Não quis me ajoelhar naquela hora
que era a hora do amor e da piedade,
mas desde então vive de joelhos
minha alma insone em busca da Verdade.
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