Delicados sonhos

Abriu-se a janela dos sonhos
E de repente, tudo fluiu
Que eu naturalmente me dei
Com toda loucura que juntei
E que tive naquele instante.
Senti que a boca que beijei,
Tinha sabor de cumplicidade
Posso agora ao beijo ganho
Saber o que esperei.
Depois quando a realidade

Me fez, mais uma vez, acordar
E sentir que o torpor é sonhar
Com uma cotidiana saudade.

Maria Efigênia Mallemont