A lição do Bruxo

Um bruxo bateu em minha janela,
ofertando uma poção,
era um frasco bojudinho,
cheio de intenção:

1. intenção de amor;
2. intenção de felicidade;
3. intenção de realidade;
4. intenção de paz de espírito....

E outras intenções, muitas e várias:
fraternidade, esperança, compaixão
carinho...

Estranhei o bruxo ofertando tanta coisa boa!
Um bruxo assim é de se admirar!

Não é que era tudo mentira?
Cada intenção vivenciada se transformava:
em muita ira,
infelicidade, desilusão,
inimizade, guerras!

Nada de transformação,
entrei em pânico, rezei e o pesadelo não acabava,
para piorar a morte vinha com ele...
me visitava,
e eu não estava preparada!
Foi aí, que em pleno sonho, orei!
Rezei, rezei, pedi a Jesus Menino,
que viesse me olhar, me salvar!

O susto foi tanto,
que de repente, acordei!
Um enorme clarão!
Era noite de Natal!
Pensei: Será Papai Noel?
Que confusão!
Fui acalmando meu espírito,
agradecendo por minha vida,
meus amigos, minha família, por estar em Paz...
E por ser NATAL:
Época de Renascer, e Crer!
E poder fazer o melhor que puder por um mundo melhor!

Com o Bruxo aprendi uma grande lição:
Um bom pesadelo faz a gente entender
o que na rotina do dia-a-dia não se oberva,
as coisas todas que temos que agradecer!
Que de boa intenção o inferno está cheio!
O importante é colocar a mão na massa,
e fazer o que o Pai espera de nós!
O que o Destino nos traça!
Cumpramos o nosso dever
para quando voltarmos ao Pai,
podermos prestar contas pra valer!

BSB - 30/11/2003

Margaret Pelicano

OBS.: O Bruxo, como sugere a autora, nunca foi personificação do mal. Asssim como em muitas forças da natureza o bem e o mal caminham de mãos dadas num ballet astral, existem bruxos bons e bruxos maus, da mesma forma existem pessoas que levantam a bandeira do Cristo e em seu nome cometem os mais variados crimes, podemos citar os tribunais eclesiáticos que ao longo da história tanto envegonharam aqueles que efetivamente fizeram e fazem honrar a verdadeira mensagem de amor do Cristo. A boa prudência, a prudência dos sábios, nega qualquer forma de generalização, dizia Gandhi, o Mahatma, que "não importa o nome do Deus que se segue, se o caminho percorrido for o da verdade, justiça, não-violência e amor para com teu próximo". - Allan Julianelli, O Bruxo.