Costelas de Adão e Eva

Nossas costelas estão amarradinhas,
uma terna correntinha
que coça, incomoda,
que cutuca a feridinha
do isolamento...
Parece que estou brincando?
Estou não!
Dói meu coração,
é uma sofreguidão!
A morte do eu ingrato!...
De fato!
Não consigo esquecer você,
chego em casa, tiro os sapatos,
vou largando a roupa pelo chão
e cadê?
Cadê você
que não está para o meu abraços,
para minha entrega,
para a minha nudez,
para acalmar meu coração!
Que desfaçatez!

Brasília - 01/08/2004

Margaret Pelicano