De luar em luar

Lua, após lua,
rendi vassalagem a esse amor,..
terror de minhas noites insones
e solitárias...

A cada amanhecer
Louvava o sol
rei dos bons e nefastos:bestiais pensamentos,
cancros danosos dos pântanos obscenos...
insistindo por seu corpo...

Nas noites estreladas
sonhava com uma que me guiasse a vida,
tolhida pela exegese da abdicação do prazer,
pelo amor puro...flor,
que perfuma e ensandece...
mas...amor que não se esquece...

De luar em luar
vaguei campinas, prados, lagos, rios/mar
em sua busca para me apoiar,
me a/segurar...
condições de amar,

E até hoje estou assim:
escrava de mim
e de ti,
presa em castelo
a espera de um elo:
cavaleiro medieval...

que chegue ao sol, ou ao luar,
a cavalgar em minha direção
e prostando-se diante de minha natureza humana
saiba me amar... com paixão!

BSB - 20/12/2003

Margaret Pelicano