Os Coleccionadores de Deuses

Náiades

Nuas, banham-se no rio à sombra das
árvores e o seu riso, claro como o das
fontes, é levado pela brisa que Pã escuta:
espreita-as agora na margem oculto e arfa
de desejo de tão esbeltos corpos. As ninfas
sabem que o deus está ali: é lascivo como
todos do Olimpo e o seu cheiro também
a brisa o leva a elas. Coram de vergonha,
mas há sempre uma que espera as outras
distraírem-se, para sair da água sorrateira
e apagar o fogo que a ambos incendeia.