Espera

Chega de repente,
imponente,
irreverente,
chega impondo suas vontades,
saudades.
Não tens idade,
não importa para ti sexo,
nexo,
cor ou sabor.
Leva-me por caminhos desconhecidos.
Faz-me caminhar alheia,
simples marionete
em suas extravagâncias.
Quando te encaro,
não resisto e me dominas.
Penso em desistir.
Assistir somente.
Aceitar-te como fato
nefasto.
Entregar-me sem resistência,
para que sejas o bálsamo
deste corpo que tu queres.
Vem, minha morte!