|
Te mete comigo!
Carioca da lapa,
nascido na periferia.
Respeitado e bem chegado,
em toda roda de samba.
Como qualquer um,
ban-ban-ban,
entre parsas e bambas.
Bato nada!,
bater é bom,
um papo furado.
Apontar,
é coisa de otário.
Distração de pela -saco.
Peço ao garçon,
a mesa maior.
Vai bem chopp gelado!
Mais tarde,
te dou a moral!
Se trouxer,
a tal,
cortesia da casa!
Ou vou embora,
sem pagar nada.
Que nada!
Parei de jogar,
conversa fora.
Malandro do bem -sujeito homem-
nunca entorta.
Vêm aquela,
certa raiva,
e pulsa firme minha aorta.
Seguro a onda,
prossigo em ir embora.
Pra tudo têm hora!
Ora,
caranguejo segue ao contrário,
e no tempo não volta.
Ficar quieto,
é visão retrógrada.
Queimo óleo,
pra contar história.
Senhor preto-velho,
bem ensinou assim:
cem motivos;
cem desaforos...
Quer pagar e ver?
Te mete comigo,
ou saia daqui!
Luciluz Sataneus
|