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Oração da tarja-preta
Angústia o consola,
depois que amália foi embora.
Deito confesso de freudianos.
Sabem sempre de mim os lacanianos.
Entrego aos portais,
sempre últimas notícias.
Asseguro aos desinteressados,
de meus delírios mentais.
Hoje vou entregar jamais.
Durmo de agonias.
Perigo cresce a toda escuridão.
Escuro estarei dissonando depressão.
Aviso aos desafetos...
Embarco agradecido,
das sinceras manifestações calorosas....
Magistrais!
Hoje vou acordar jamais.
No mais.
Estou sempre a apontar,
para alguém,
para você.
Proponho a quem queira,
jogar a pedra primeira.
Atire nesse escrito.
Ou não diga nada mais!
Hoje vou escrever jamais.
Vírgula
vive-se cada dia.
Dia após dia se pensa.
Pensa-se no que seria.
Um fato não declarado:
o inferno astral têm jardins.
Eu viajava alucinado.
Não há como se enganar.
Vida e morte é uma questão de sorte.
Em pouco tempo se morre a qualidade da sobriedade,
é a sanidade.
Ponto de encontro dos meus.
E a graça do beijo de deus.
O beijo de deus,
secou minha vontade.
Voltei a ser verdade.
Deus me beijou,
sendo escriba anti-cristão.
Caio sempre em tentação.
Confabulo com a depressão.
Presenteio outros,
quais me querem longe por demais.
Hoje não me verão jamais.
Psicotrópicos...
Prenúncio de uma lesão.
Quem sabe ataques súbitos de coração?
Tarja-preta de cada dia...
Faço de sua bula minha oração.
Misturo com fuga
e insatisfação.
Fico alto,
caio no sono-
meu maior pesadelo de homem quase são-
só digo para meus amigos mortais.
E inimigos viscerais.
Virem-se para traz.
Não precisam pensar em alguma sugestão.
Tomei algumas bolas.
Uma decisão.
Acho que pela manhã estarei frio.
No infinito ou não!
Esqueçam de mim.
Ou lembrem desse desabafo nunca mais.
Hoje vou chateá-los jamais.
Luciluz Sataneus
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