Oito anos de amor

Agora é o ar que me falta...
Dos momentos em que pensamos desistir;
Apenas vagas lembranças...
Porque não se desisti da vida, quando essa ainda pulsa.
Embalada ao som do amor, continuamos e continuamos.
É assim.
E é assim que sempre será.
Porque tem que ser assim!
E seguimos firmes, sem olhar pra frente.
Porque o futuro esta logo ali,
Atrás de nós, belo e rico, em nossa mente.
Com marcas, e estas cintilantes,
Marcas das glorias de um passado não distante,
De vitórias muitas que se conquistou.
Historias que o presente até aqui cantou.
Em nossos passos, em nossos corpos,
Bocas e mãos.
Porque é do passado que nasce o futuro.
Porque do que é belo, floresces o amor.
Ah, o amor que fortalece no passado que o futuro espera;
Meu passado é a nova era.
Porque nasço e renasço no meu canto,
No meu espaço, no meu acalanto,
Que o passado reservou.
Sou o passado futuro,
Ou será o futuro passado que se revelou.
Porque de todo bem, nasceu o mal.
Me olhei no espelho, te vi chorar.
Em um canto do passado nasceu um sublime olhar;
No passado futuro ouço a porta se fechar.
Atrás de mim.
Nada vejo, não há futuro sem passado.
Canto e cantei sete anos que se passou,
Sou vertente, um rio de lágrimas,
Mesmo assim na esperança ainda canto,
Oito anos de amor.
Agora é o ar que me falta,
Porque me falta você.

sexta-feira, 15 de abril de 2005


Luciane Macário