A imigrada

Na Suíça de Saxon e da Itália eles partem,
Entre esperança e luto, corações em trapos,
Já desambientados tomam os seus barcos
Sonhando em pleno mar com uma nova vida :

Jamais tremer de frio tendo seu ninho,
Poder repousar em seu berço macio
Após longo trabalho à nova bandeira,
Fazer nascer da paz a feliz dinastia.

Não mais estremecer de fraqueza ou de medo,
Conhecer outras raças, a doçura do índio
Na generosa terra sem neve, florida.

Imigrantes de longe, da Itália e Valais,
Cuja mistura eu cantarei para sempre,
São as raízes de minha história em poesia.

15.07.1998 - 00.23 h. a 00.27 h.

Do livro En Souvenir D'Étoiles - Lembrando Estrelas.

Lia Rosa Reuse