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Vejo, enfim, que, sem Ti, nada me presta!
Sem Ti, quebrada a lança, inane o escudo.
Silêncio e escuro, - o cego surdo-mudo,
De qualquer vida, eis ao que chega nesta.
Inútil tentar mais!, que não me resta
Mais do que o vício, solitário e agudo,
De tentar por tentar, e achar em tudo
O azedo a cinza após a febre e a festa.
Só Tu me podes restituir a mim,
Revelar um Princípio no meu fim,
Compenetrar de Ser a morte e o nada.
Cheguei!, se aqui mandaste que eu chegasse.
Mostra-me, pois, de novom a Tua face,
Que até essa ilusão me foi roubada!
José Régio
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