Sublimação!

Ah! Mulher! Sublimar eu queria,
noite e dia,
a tua existência.
Tu que moves o amor e contracena com a dor na maior paciência!
Que nos aninha no ventre,
entre lágrimas vertentes de felicidade...
Que deposita em nós o teu sonho,
de mãe e mulher de verdade!
Ah! Mulher bendita,
de amor, contrita,
que teus ombros sejam fortes!
Bússola das nossas vidas,
amuleto da nossa sorte
que cobre de ternura o mundo,
que vive do amor profundo,
que encanta' os teus lares,
ricas ou pobres, santas, sem altares!
Mulheres amadas,
sempre sábias ...
Criação do Onipotente!
Da nossa costela medíocre,
fez-se toda parte da gente ...
Caminho do nosso trilho,
morada dos nossos medos,
amantes das nossas camas!
Mãe dos nossos filhos!
Sublimar, eu queria noite e dia,
diva das nossas paixões,
dona de nossas emoções!
A razão da tua existência,
a razão da minha existência
do amor no mundo!
De toda nobreza sobre a terra
e as belezas que aqui encerra.
Da perfeição do Criador,
és tu, mulher, a maior delas!

José Geraldo Martinez