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Hino à vida...
Ei-la, que de repente se agita!
A vida, nos meus olhos cegos...
Na grande noite de morcegos
Há uma flor que ressuscita!
Eis que então tudo faz sentido.
O orvalho cristaliza-se na hora:
Amo, sonho, edifico embora
Não possa sentir-me concluído.
Vão-se ínfimos pedaços de mim,
Estilhaços de minha fragilidade,
Deixando n´alma uma saudade,
E uma vontade de me afogar em ti...
Jean-Pierre Barakat
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