O prisioneiro

São poucas as horas que tenho
Em meu relógio sem ponteiros,
São poucas as chaves que acionam esta nave,
Parece que a gente nunca consegue, never!
Mas a gente sempre persegue, revolver;
Querendo alcançar reviramos o alcáçar,
É preciso sonhar, certo certeiro preciso!

Tantos problemas, programas, lemas,
Às vezes cansados sentamos à beira do caminho,
Mas a voz viajante dos ventos vis,
Destruidores de ninhos, caranguejoulas,
Trazem-me novo alento, perfume de papoulas!

Jayrus L