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Eros e Psique ...E assim vêdes, meu Irmão, que
as verdades Conta a lenda que dormia Ele tinha que, tentado, A Princesa Adormecida, Longe o Infante, esforçado, Mas cada um cumpre o Destino E, se bem que seja obscuro E, inda tonto do que houvera, Publicado pela primeira vez in Presença, n.os 41-42, Coimbra, maio de 1934. Acerca da epígrafe que encabeça este poema diz o próprio autor a uma interrogação levantada pelo crítico A. Casais Monteiro, em carta a este último: A citação, epígrafe ao meu
poema "Eros e Psique", de um trecho (traduzido, pois o Ritual
é em latim) do Ritual do Terceiro Grau da Ordem Templária
de Portugal, indica implesmente - o que é fato - que me foi
permitido folhear os Rituais dos três primeiros graus dessa
Ordem, extinta, ou em dormência desde cerca de 1888. Se não
estivesse em dormência, eu não citaria o trecho do Ritual,
pois se não devem citar (indicando a origem) trechos de Rituais
que estão em trabalho. Fernando Pessoa |